Alternativas menos nocivas

Meditação, acupuntura, oração e ioga são algumas das opções para fugir do uso dos remédios

iG Minas Gerais | Litza Mattos |

Mudança. A estudante Priscila Pacheco, 30, hoje acredita que existam outros meios mais naturais de obter bem-estar, e não só pelos remédios
JOAO GODINHO/ O TEMPO
Mudança. A estudante Priscila Pacheco, 30, hoje acredita que existam outros meios mais naturais de obter bem-estar, e não só pelos remédios

Boca ressecada, batimentos cardíacos acelerados, tremor nas mãos e mal-estar. Esses foram alguns dos efeitos colaterais provocados pelos medicamentos sedativo-hipnóticos descritos pela estudante Priscila Pacheco, 30, que começou a usá-los aos 19 anos. “Comecei a tomar os remédios porque estava passando por um processo de divórcio e sentia a necessidade da medicação para me ajudar”, lembra.

Querendo se livrar da dependência dos remédios, Priscila conta que hoje, quando se sente angustiada, prefere recorrer a alternativas mais naturais, como florais e a acupuntura. “Além de me deixar mais relaxada, me tira toda a ansiedade, durmo bem e sem nenhum efeito colateral”, afirma a estudante.

Outra opção é a terapia cognitivo-comportamental. Segundo a psicóloga Renata Borja, para os casos de ansiedade é a única terapia com eficácia comprovada cientificamente. “Em geral, consigo trabalhar com 15 sessões, sendo uma por semana, e dar alta para o paciente em seguida”, conta.

Na terapia, Renata conta que ensina o paciente a trabalhar contra os “spams” da mente. “Os nossos pensamentos automáticos negativos são os ‘pans’. E pensamentos automáticos não podem ser evitados, mas podemos combatê-los”, diz a psicóloga, que também costuma sugerir meditação, ioga, acupuntura, oração e mindfulness – uma técnica de esvaziamento da mente – aos seus pacientes.

A consultora de imagem Rinara Ribeiro, 43, procurou a terapeuta para tentar se tratar da depressão e foi logo pedindo o auxílio dos medicamentos. “Eu queria o remédio para lidar de forma mais fácil com a tristeza que estava sentindo por conta de uma perda, mas a psicóloga me disse que não seria necessário. A terapia cognitivo-comportamental é muito boa porque faz a gente enxergar alternativas para a situação que está vivendo”, diz Rinara.

Necessidade. Renata diz, no entanto, que em alguns casos a medicação é indispensável, e cada caso deve ser avaliado. Depois de perder três amigos por infarto fulminante em menos de 20 dias e sofrer com falta de ar e dores no peito, a professora Dulcimar Alves, 44, viu a necessidade de procurar o médico para dar uma “desacelerada” na vida.

Desde então ela está tomando o antidepressivo fluoxetina. “No início senti muito enjoo, mas agora estou muito mais calma”, disse a professora.

Disque intoxicação

Serviço. O Sinitox coordena o processo de coleta, compilação, análise e divulgação dos casos de intoxicação e envenenamento registrados nos 36 centros pelo Brasil. O Disque Intoxicação (0800 722 6001) funciona todos os dias do ano.

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