Aos 50 anos, Orthocrin deve crescer 10%

Fábrica de colchões quer ampliar o número de franqueados de 54 para 110 até o fim do ano

iG Minas Gerais | Janine Horta |


Fábrica da Orthocrin está localizada em Santa Luzia, na região metropolitana de Belo Horizonte
FERNANDA CARVALHO / O TEMPO
Fábrica da Orthocrin está localizada em Santa Luzia, na região metropolitana de Belo Horizonte

A Orthocrin, fábrica mineira que produz colchões e uma das maiores do Brasil, está completando meio século sem sinais de crise. A empresa tem expectativa de fechar o ano com 10% de crescimento em relação ao ano passado, que foi muito bom para a companhia, com crescimento de 38%. Também pretende ampliar o número de lojas franqueadas – que hoje são 54 – para 110 até o fim de 2014.

Não é para menos. Com relação ao crescimento em 2013, 10% foram provenientes da abertura de franquias.

De acordo com a diretora industrial, Ana Paula Borlido, mais que ampliar o alcance dos negócios por meio das franquias, o crescimento é resultado, principalmente, do investimento constante no treinamento dos revendedores, da ampliação dos pontos de venda e da contratação de pessoal mais capacitado para a área comercial. Para isso, foram investidos R$ 2,35 milhões entre mídia, feiras e ações de relacionamento “É preciso saber explicar aos clientes a distinção entre os diversos tipos de colchões que produzimos e que a diferença de preços tem a ver com o material e tecnologia empregados. Um produto de mais qualidade implica maior saúde na hora de dormir”, argumenta a diretora.

História. De fato, a história da Orthocrin tem a ver com saúde, daí o slogan, “O sono de saúde”. Os fundadores da empresa, Manuel Nogueira Alves – pai de Ana Paula – e o sócio, Valter Flores, ao fundarem a Orthocrin, em 1964, na pequena fábrica e loja no bairro Floresta, em Belo Horizonte, tinham entre seus principais clientes médicos que tratavam de pessoas com problemas de coluna. “Daí a origem do nome – Ortho (‘reta’, ‘direito’, ‘exato’) crin (‘crina’) –, explica Ana Paula. A produção era pequena, de cerca de 60 colchões por mês, entregues sob encomenda, em casa. Eram aqueles colchões hoje considerados duros, especiais para quem sofria de problema de coluna. “Hoje, nossa linha de colchões inclui desde os ortopédicos, mais firmes, até os de alta tecnologia, que podemos dizer que são anatômicos, de ajuste perfeito ao corpo”, conta Ana Paula.

A primeira fábrica funcionou na Floresta até 1974. Depois, mudou-se para o bairro São Francisco, em Belo Horizonte, e em 1993 ganhou nova sede em terreno próprio na cidade de Santa Luzia, na região metropolitana de Belo Horizonte.

Hoje, além da fábrica da Orthocrin, são 3.000 pontos de venda, quatro lojas próprias e 54 franquias.

 

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Espumas. Cerca de 80% do material empregado na fabricação dos colchões é de origem nacional. Entretanto, o material mais volumoso, a espuma, é importado.

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