Em nova fase na carreira

Carla Diaz encara papel mais maduro em “Plano Alto”, série da Record no qual vive uma jornalista

iG Minas Gerais | raquel rodrigues |

Observação. Carla conta que também ficou de olho na atuação de jornalistas que cobriam manifestações
Jorge Rodrigues Jorge/CZN
Observação. Carla conta que também ficou de olho na atuação de jornalistas que cobriam manifestações

Carla Diaz cresceu em frente às câmeras. E, durante um bom período, papéis infantis permearam sua trajetória. Mas, em "Plano Alto", a atriz explora uma faceta mais madura que seus 23 anos, como a jornalista política Lucrécia. Na próxima série da Record, ela deixa de lado a imagem de menininha que construiu com personagens como a Maria de “Chiquititas” e a Khadija de “O Clone”, entre outras. Justamente por permitir mostrar um lado seu pouco conhecido pelo público é que Carla nutre grandes expectativas sobre o próximo trabalho. “Essa personagem vai ser bem marcante na minha carreira. Lucrécia é um papel mais maduro até por conta do tema da série”, acredita.

“Plano Alto” tem como foco principal a política brasileira. E pretende mostrar ao telespectador como se desenvolveu a atual situação do país, além de exibir um cenário de insatisfação das pessoas muito próximo da realidade. “Falar de política e das manifestações que aconteceram no Brasil é muito importante. Não adianta a gente querer uma mudança e ficar só reclamando”, opina. Na história, Lucrécia é uma jornalista indignada com a política brasileira. Por conta disso, acaba se transformando em black bloc. A jovem tem uma personalidade forte, mas também possui um lado frágil por causa do trauma de ter sido abusada sexualmente durante a infância. A vulnerabilidade dela será descoberta por Frederico, personagem de Bernardo Falcone, que também é black bloc e se apaixona por Lucrécia. “Minha personagem tem esses dois lados. Um de lutar pelo bem de todos e outro fragilizado por causa do trauma. Frederico se identifica com Lucrécia a partir desse lado guerreira”, adianta.

Para se preparar para viver a jornalista, Carla participou de alguns workshops e leituras com o elenco. Além disso, a ida a uma manifestação, em 2013, acabou lhe servindo, de certa forma, como laboratório. Entretanto, o principal recurso foi prestar atenção no comportamento dos profissionais da área da sua personagem. “Observar o próximo é uma grande fonte de referências”, ressalta a atriz, que já considera o papel um “divisor de águas” em sua carreira.

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