Aécio: “Sou o menos conhecido”

Candidato à Presidência disse que não vai assediar dissidentes do PSB, mas que eles são “bem-vindos”

iG Minas Gerais |

Agenda. Aécio visitou a Associação Brasileira Beneficente de Reabilitação (ABBR), no Rio de Janeiro
Marcos Fernandes / Coligacao Mud
Agenda. Aécio visitou a Associação Brasileira Beneficente de Reabilitação (ABBR), no Rio de Janeiro

Rio de Janeiro. O candidato do PSDB à Presidência, Aécio Neves, disse ontem que o novo cenário eleitoral depois da morte de Eduardo Campos e da confirmação de Marina Silva como a candidata do PSB ao Palácio do Planalto fez com que ele se tornasse o menos conhecido entre os presidenciáveis. O tucano disse também que não vai cooptar apoio de socialistas descontentes com a oficialização de Marina como candidata.  

“Tenho um enorme respeito pelo PSB, não vou fazer nenhuma ação de cooptação de quem quer que seja. Se, ao longo do caminho, a nossa proposta sensibilizar setores do PSB, ou ligados ao PSB, obviamente que serão bem-vindos”, disse Aécio, durante agenda de campanha no Rio.

Aécio avalia que a entrada de Marina na disputa não muda sua estratégia. O tucano continuará polarizando com o PT e fazendo críticas ao governo federal. “Nós somos a mudança segura, verdadeira, consistente que o Brasil espera. Agora, com esse novo quadro, eu sou o menos conhecido dos candidatos, e as nossas propostas podem se tornar conhecidas. Tenho confiança de que estaremos lá (no segundo turno)”.

A estratégia é intensificar as idas ao Rio de Janeiro, onde Marina foi a segunda colocada nas eleições de 2010. Ele deve ter agenda no Estado amanhã e também na segunda-feira.

Durante as entrevistas, Aécio tem continuado a polarizar com a presidente Dilma Rousseff (PT). Entre outras críticas feitas ontem, comentou o programa eleitoral de Dilma na TV:

“Não há propaganda, por mais maquiada que seja, e nenhum tempo de televisão, por maior que seja, que mascare a realidade. O que estamos vendo na propaganda eleitoral é o Brasil virtual apresentado pelo PT”, disparou.

Meta é vencer “efeito Marina” São Paulo.Rio e São Paulo foram identificados pela campanha do presidenciável Aécio Neves (PSDB) como os Estados em que a candidatura dele está mais suscetível a um eventual “efeito Marina Silva” (PSB). Diante disso, em caráter preventivo, a orientação é reforçar a campanha nos dois redutos, principalmente em suas regiões metropolitanas. O PSDB quer evitar que a entrada de Marina na eleição prejudique o crescimento de Aécio, que conta com o desempenho no Sudeste para chegar ao segundo turno. “Antes da Marina, no Rio, quem não era Dilma votava em Aécio. Agora, quem não é Dilma pode não ser um voto de Aécio”, resumiu um dos integrantes da campanha tucana.

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