“Mexer na inflação é cortar social”

Dilma Rousseff minimizou resultados do IBGE: “Claro que não vamos manter mesma geração de emprego”

iG Minas Gerais |

Mania. Campanha de Dilma Rousseff estimula selfies em todas as agendas da candidata à reeleição
Ichiro Guerra/Dilma 13/Divulgação
Mania. Campanha de Dilma Rousseff estimula selfies em todas as agendas da candidata à reeleição

Porto Alegre. A presidente Dilma Rousseff disse ontem que quem promete reduzir a meta de inflação do governo será obrigado a cortar programas sociais. A alta da inflação é um dos principais motivos de críticas ao governo da petista pelos presidenciáveis Aécio Neves (PSDB) e por Eduardo Campos, que morreu na semana passada.  

“Quem diz que vai reduzir a meta no dia seguinte vai ter que cortar programas sociais. A equação simplesmente não fecha”, disse Dilma, em Novo Hamburgo (RS).

Dilma também comentou, em fala a jornalistas na cidade gaúcha, os números recentes de desemprego e disse que há uso eleitoral dos processos de flutuação. “Estamos sofrendo as consequências da crise econômica internacional. Claro que não vamos manter a mesma geração de emprego que nós tínhamos no início (do governo), de quando saímos do desemprego e passamos a crescer”, disse Dilma, em visita a uma estação do metrô.

Agendas casadas. A petista justificou o fato de compromissos de campanha estarem “coincidindo” com agendas oficiais da Presidência. Dilma disse que a agenda de candidata vem permitindo que ela consiga fiscalizar obras do governo federal pelo país.

“Eu não posso fazer inauguração. Antes, a minha agenda combinava gestão e entregar obras para as pessoas. O que é minha função e meu dever. Agora, eu aproveito esse tempo como candidata para fazer duas coisas: fazer supervisão das obras, fiscalizo obras”. Dilma ainda usou um dito popular como argumento: “O olho do dono engorda o boi. O olho da presidenta... se tiver alguma coisa errada, eu vou ver”, afirmou.

Marina não representa ameaça Brasília. O ministro do Trabalho, Manoel Dias (PDT), disse ontem que não considera a candidatura de Marina Silva (PSB) uma ameaça à reeleição da presidente Dilma Rousseff (PT). Mesmo Marina aparecendo, na última pesquisa Datafolha, na frente da petista em um eventual segundo turno, o ministro ponderou que Dilma ainda lidera as intenções de voto no primeiro turno do pleito. “Não acho que Marina represente uma ameaça. O povo brasileiro tem bastante lucidez e saberá escolher a pessoa certa”, afirmou, após participar de café da manhã, em São Paulo, com ex-ministros do Trabalho e presidentes de sindicatos de trabalhadores universitários.

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