Brasil aplicou só 0,3% do PIB no setor

“O desafio é do tamanho dos problemas que enfrentamos”, diz o diretor executivo da CNT, Bruno Batista

iG Minas Gerais | Ana Paula Pedrosa |

O investimento apontado como necessário pela CNT corresponde a 20,5% do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil. Esse percentual está longe de representar o que se investe em infraestrutura de transporte. No ano passado, o país aplicou 0,3% do seu PIB no setor – o menor índice entre os Brics, grupo que reúne também Rússia, Índia, China e África do Sul. A China liderou o grupo, ao destinar 13,3% de seu PIB à construção e modernização de estradas, ferrovias, hidrovias e portos.  

Para se ter uma ideia, todo o Programa de Investimentos em Logística (PIL) do governo federal, que reúne as obras que estão em planejamento, soma R$ 270,1 bilhões. Nesse valor estão incluídas obras muitas vezes adiadas, como o trem-bala entre o Rio de Janeiro e São Paulo.

“O desafio é do tamanho dos problemas que enfrentamos”, diz o diretor executivo da CNT, Bruno Batista. As consequências aparecem no ranking do Fórum Econômico Mundial. Entre 148 países, o Brasil aparece na 114ª colocação em qualidade de infraestrutura. Desdobrando a lista por setores, a melhor colocação brasileira é o 103º lugar em infraestrutura ferroviária. A pior colocação fica no setor portuário, 131º lugar. 

Inadequada

Inibidor. Para a CNT, a oferta inadequada de infraestrutura no Brasil está à frente da burocracia, das leis trabalhistas e da carga tributária como inibidor da competitividade do país.

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