Caos na infraestrutura acabaria com 2.045 obras de R$ 987 bi

Levantamento da CNT mapeia precariedade em portos, aeroportos, rodovias e ferrovias

iG Minas Gerais | Ana Paula Pedrosa |

Caos. Duplicação da BR–381, conhecida como Rodovia da Morte, é apontada como prioritária pela CNT
FOTOS GUSTAVO ANDRADE / O TEMPO
Caos. Duplicação da BR–381, conhecida como Rodovia da Morte, é apontada como prioritária pela CNT

O Brasil precisa de 2.045 obras de infraestrutura de transporte e investimentos de R$ 987 bilhões para alcançar uma infraestrutura “moderna, rápida, eficiente e econômica”, nas palavras do diretor executivo da Confederação Nacional do Transporte (CNT), Bruno Batista. A entidade divulgou nesta sexta a quinta edição do Plano de Transporte e Logística, que aponta as obras necessárias nos setores rodoviário, ferroviário, aeroportuário e hidroviário.  

A CNT não calculou quanto tempo seria necessário para concluir todas as obras. Porém, o mais preocupante, de acordo com Batista, não é o tempo para concluir as obras, mas quando elas começarão de fato. Ele diz que a demanda por infraestrutura de transporte vem crescendo, porque os investimentos necessários não são feitos. “Ou o governo amplia os investimentos, ou cria condições que permitam a participação da iniciativa privada”, diz.

Ele completa que sem esses investimentos, o crescimento do país ficará sempre limitado, mesmo que haja condições econômicas favoráveis. “Sem infraestrutura de transporte adequada, o Brasil vai viver sempre ciclos de crescimento que não são sustentável, voos de galinha”, afirma.

Obras. Em Minas Gerais seriam necessários investimentos de R$ 155,401 bilhões para ampliar 11 aeroportos, construir 1.985 km de ferrovias e duplicar 2.398 km de estradas, entre outras ações. Obras já adiadas várias vezes, como a ampliação do aeroporto de Confins e a duplicação da BR–381, estão na lista.

Elevado

Custo. No Brasil, o custo total de logística corresponde a 11,6% do PIB, o que compromete a competitividade. Nos Estados Unidos, por exemplo, o percentual é de 8,7% do PIB.

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