Empresários mantêm otimismo

O próprio Exército, que é cliente exclusivo do VBTP-MR Guarani, também é um dos focos da Iveco para ampliar sua participação na indústria da defesa

iG Minas Gerais | ludmila pizarro |

Para o diretor industrial da fábrica de veículos de defesa da Iveco, Giovanni D’Ambrosio, a indústria da defesa no Brasil deve crescer nos próximos anos. “O que vejo no mercado brasileiro é um bom movimento” afirmou ele. A Iveco produz o VBTP-MR Guarani, blindado desenvolvido para o Exército brasileiro.  

Marcos Rocha, gerente de produto da New Holland Construction, concorda com D’Ambrósio (as duas empresas fazem parte do grupo CNH Industrial). “Acho que no Brasil temos muito o que investir em infraestrutura. E dentro disso está a indústria da defesa”, explica Rocha.

Empresa de máquinas e equipamentos de construção, a New Holland comercializa cerca de seis modelos para as Forças Armadas do país como escavadeiras, motoniveladoras, retroescavadeiras, pá carregadeiras, além de tratores de esteira. Das vendas totais da empresa New Holland, 20% vêm dos poderes públicos, e a defesa representa 2% desse montante.

Ampliação. O desenvolvimento do Guarani pela Iveco está criando novas oportunidades de negócios. “Chile, Argentina, Colômbia e alguns países da África de língua portuguesa já demonstraram interesse em projetos semelhantes”, informa Giovanni D’Ambrosio.

Já foram produzidas cerca de cem unidades do Guarani, e o projeto deve gerar, segundo D’Ambrosio, cerca de 700 veículos. “Depois, novas versões do blindado, mais modernos, serão desenvolvidos”, diz.

O próprio Exército, que é cliente exclusivo do VBTP-MR Guarani, também é um dos focos da Iveco para ampliar sua participação na indústria da defesa. “Podemos fornecer caminhões ou novos produtos. Nosso interesse é investir no setor”, confirma.

A Iveco mantém um setor de veículos militares na Europa desde 1937 – a Iveco Defence. O Brasil é o único país que tem outro escritório. “Abrimos para ampliar nossos negócios na América Latina”, explica D’Ambrosio. 

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