“Lei do Descanso” ainda desafia 80% do setor

Homenageado no Minastranspor, Carlos Alberto Roesel diz que falta estrutura para motoristas

iG Minas Gerais | da redação |

Roesel, do Sintrauto, recebeu medalha de honra ao mérito ontem
MOISES SILVA / O TEPMO
Roesel, do Sintrauto, recebeu medalha de honra ao mérito ontem

Com uma trajetória longa de atividades ligadas ao setor de transportes, o presidente do Sindicato dos Transportadores e Empresas Autônomas de Transporte de Automóveis no Estado de Minas Gerais (Sintrauto), Carlos Alberto Roesel, recebeu nesta sexta a medalha de honra ao mérito do transporte, na categoria líder classista. “Foi uma surpresa. A Federação elege, todos os anos, em diversas categorias, quem se destacou”, diz. Ele foi eleito por unanimidade.

A homenagem aconteceu no Expominas, em Belo Horizonte, durante a Minastranspor, que é uma das principais feiras de relacionamento e negócios do país voltada para o transporte rodoviário de cargas.

Desde os 18 anos, ele participa do movimento sindical. “Meu pai fundou o sindicato, que é mais conhecido como sindicato dos cegonheiros. Desde garoto, eu já frequentava o sindicato”, conta. Ele começou efetivamente aos 22 anos, como secretário geral por três mandatos. Na presidência, ele está há dois mandatos.

Para o dirigente, um dos problemas enfrentados pelo setor são alguns aspectos negativos da Lei 12.619/12, popularmente conhecida como Lei do Descanso. “A legislação é necessária. Só que em alguns pontos ela não é condizente com a realidade. É preciso ter infraestrutura para os motoristas pararem. Hoje, apenas 20% do setor conseguiu se adaptar”, ressalta. Ele afirma que é necessário tempo para que o segmento possa fazer as mudanças. Roesel explica que alguns aspectos da lei ainda devem ser votados, o que pode acontecer nos próximos meses.

No volante

Mudança. Em junho, o Senado aprovou Projeto de Lei Complementrar n° 41/14, que flexibilizou o descanso. A cada 6h, o motorista deve descansar 30 minutos. Antes, eram 4 h de direção seguida.

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