Bienal do Livro de São Paulo recebe mais de 200 autores

Aberto ontem no Anhembi, encontro espera 700 mil pessoas na programação que vai até dia 31

iG Minas Gerais |

Abertura. A ministra da Cultura Marta Suplicy e a atriz Fernanda Montenegro ontem, no Anhembi
Kelsen Fernandes / Fotos Publica
Abertura. A ministra da Cultura Marta Suplicy e a atriz Fernanda Montenegro ontem, no Anhembi

São Paulo. Uma leitura feita pela atriz Fernanda Montenegro de trechos dos sermões de Santa Catarina, de Santo Antônio e do Bom Ladrão, de Padre Antonio Vieira, intercalada com a apresentação do Conjunto de Música Antiga da USP, abriu ontem a Bienal Internacional do Livro de São Paulo, uma maratona cultural em torno do livro. Até o dia o dia 31, são esperadas 700 mil pessoas no Anhembi. 

Karine Pansa, em sua última Bienal à frente da Câmara Brasileira do Livro, destacou, em seu discurso, a visita de alunos de 2.000 escolas e o Vale Cultura, que poderá ser usado para comprar ingresso ou livros no evento, entre outros pontos.

A ministra da Cultura, Marta Suplicy, fez uma homenagem “aos grandes nomes das letras que nos deixaram este ano”. Ela se referia a João Ubaldo Ribeiro, Rubem Alves e Ariano Suassuna, autores que não estão sendo homenageados formalmente pela organização. A justificativa foi que a programação já estava fechada quando eles morreram.

A ministra comentou, ainda, sobre a participação do país em eventos internacionais. Em 2015, o Brasil será homenageado no Salão de Livro de Paris que, ao contrário das feiras de Frankfurt e Bolonha, que tiveram o país como convidado de honra em 2013, é aberta ao público – e não só para o mercado editorial. A escritora e idealizadora do Fórum das Letras de Ouro Preto, Guiomar de Grammont, será a curadora da participação brasileira. É a segunda vez da historiadora à frente do evento – ela também foi curadora em 2009.

A primeira reunião para definir critérios de escolha dos autores que serão levados à capital francesa – assunto sempre polêmico – será realizada hoje, disse a ministra Marta na abertura da Bienal. “Não queremos gastar tanto agora”, afirmou Suplicy. Segundo ela, devem ser investidos R$ 4 milhões ante os R$ 18 milhões gastos com a ida a Frankfurt.

A ministra deixou um recado para a plateia: “Vocês vão ter que trabalhar bastante agora que os cinemas entraram no Vale Cultura”. Se antes 90% do gasto do brasileiro com o Vale Cultura era com livros, jornais em revistas, hoje esse percentual caiu para 82%.

Orçada em R$ 34 milhões, a feira promoverá 400 atrações para todas os gostos – de encontros com autores best-sellers como Ken Follett, Kiera Cass, Thalita Rebouças e Ziraldo a debates sobre assuntos atuais, como os 50 anos do golpe militar e as recentes manifestações populares. Participam, este ano, 186 autores brasileiros e 22 estrangeiros. Isso sem contar a programação que as editoras organizam em seus estandes.

Saiba mais

Confira a programação da Bienal Internacional do Livro de São Paulo em www.bienaldolivrosp.com.br.

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