Vacinas oral e injetável para combater a pólio

Pesquisa recomenda combinação dos dois formatos de imunização

iG Minas Gerais |

Londres, Reino Unido. Tomar vacina contra a poliomielite tanto em sua versão oral quanto no modo de injeção pode aumentar significativamente a imunidade da criança. Essa é a principal conclusão de um estudo publicado na revista “Science” desta semana. Mas a decisão sobre qual tipo de vacina usar ainda é controversa.

Países ricos geralmente optam apenas pela injeção – mais cara, feita de vírus “inativados” ou mortos – para vacinações de rotina, uma vez que a versão oral ainda contém o vírus vivo em forma enfraquecida, que pode ser descartado junto com as fezes, alimentando a epidemia.

Há mais de três décadas, a vacina em gotas desempenha papel fundamental no esforço para erradicar a doença em regiões de conflito, com profissionais de saúde indo de casa em casa e a campos de refugiados. O número de países onde a pólio é registrada caiu de 125 em 1988 para apenas três no ano passado: Paquistão, Nigéria e Afeganistão.

Ameaça. A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou em maio emergência de saúde pública internacional, citando surtos em pelo menos dez países, com casos mais graves na Síria, na Somália e no Iraque. Em junho, a OMS anunciou ter descoberto o vírus também no Brasil, que utiliza os dois tipos de vacina.

No entanto, pesquisadores resolveram testar as duas vacinas em mil bebês e crianças de 10 anos. O estudo foi feito em 2011, último ano em que o país registrou um caso de pólio. Todas receberam uma dose da vacina em gotas contra a poliomielite e outra na forma injetável como reforço. Quatro semanas mais tarde, pôde-se constatar que as aplicações em agulhas agiram melhor para a imunidade intestinal das crianças.

A OMS informou que a estratégia de combinação já estava começando a ser usada em campanhas de vacinação em massa em algumas áreas duramente atingidas por conflitos e em países em desenvolvimento.

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