Empresas temem revelação de esquema

O ex-diretor teria atuado no financiamento de campanhas eleitorais de partidos que o ajudaram a se manter no cargo, como PT, PMDB e PP

iG Minas Gerais |

São Paulo. A decisão do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa de fazer delação premiada foi recebida por representantes de empreiteiras citadas no esquema da Lava Jato com “forte apreensão”.  

A avaliação é que Paulo Roberto, que coordenava contratos suspeitos da estatal, deve focar suas denúncias nas empreiteiras, construtoras e fornecedoras da Petrobras e menos nos políticos. Do ponto de vista criminal, denúncias contra políticos atraem a atenção da mídia, mas não ajudam a desvendar o “fluxograma” criminoso.

O ex-diretor teria atuado no financiamento de campanhas eleitorais de partidos que o ajudaram a se manter no cargo, como PT, PMDB e PP. O dinheiro viria de contratos de empresas com a Petrobras arranjados por ele. As duas CPIs que investigam a Petrobras no Congresso não focaram as investigações nas empreiteiras após base e oposição fazerem um acordo para que fossem blindadas.

Nenhuma das 15 empresas e grandes empreiteiras citadas no inquérito da operação Lava Jato, da Polícia Federal, que desbaratou o esquema, teve seus sigilos quebrados pela CPI. Essa blindagem pode ser quebrada agora, caso Costa confirme a delação premiada.

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