Dilma: alterar meta de inflação geraria corte de programas sociais

"Quem diz que vai reduzir a meta no dia seguinte vai ter que cortar programas sociais. A equação simplesmente não fecha", disse a presidente

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

Relatório do processo que investiga compra da refinaria de Pasadena isenta Dilma
Reprodução
Relatório do processo que investiga compra da refinaria de Pasadena isenta Dilma

A presidente Dilma Rousseff disse nesta sexta-feira (22) que quem promete reduzir a meta de inflação do governo será obrigado a cortar programas sociais.

A alta da inflação foi até aqui um dos principais motivos de críticas ao governo da petista pelo tucano Aécio Neves e por Eduardo Campos, que morreu na semana passada.

"Quem diz que vai reduzir a meta no dia seguinte vai ter que cortar programas sociais. A equação simplesmente não fecha", disse Dilma, em Novo Hamburgo (RS).

Dilma também comentou, em fala a jornalistas na cidade gaúcha, os números recentes de desemprego e disse que há "uso eleitoral dos processos de flutuação". Ela afirmou que o Brasil é o país com menores taxas e mencionou que até a indústria alemã está eliminando vagas.

A candidata disse ainda que, quando os números da inflação estão em alta, há uma grande repercussão, que não ocorre quando os índices são reduzidos. "Isso não aparece na primeira página."

FATOR PREVIDENCIÁRIO

A presidente também foi questionada sobre a reivindicação de eliminar o fator previdenciário, índice que combina idade do segurado, tempo de pagamento ao INSS e expectativa de vida e reduz o valor da aposentadoria de quem deixa o trabalho mais cedo.

Disse que ainda não tem uma avaliação sobre o assunto, mas afirmou que quem promete acabar com o mecanismo precisa informar de onde tirará recursos para a Previdência.

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