Policial acusado de matar jornalista no Vale do Aço vai a júri popular

Acusado teria repassado informações sobre as vítimas aos executores e traçado um plano de fuga para eles; julgamento está marcado para o dia 28 de agosto

iG Minas Gerais | Da redação |

Rodrigo Neto foi assassinado com dois tiros no dia 8 de março deste ano
DIÁRIO DO AÇOO/DIVULGAçãO
Rodrigo Neto foi assassinado com dois tiros no dia 8 de março deste ano

Um dos acusados de envolvimento na morte do jornalista Rodrigo Neto, assassinado a tiros em março do ano passado, deve ir a júri popular na próxima quinta-feira, 28 de agosto, na comarca de Ipatinga, no Vale do Aço.

Segundo a denúncia do Ministério Público, Lúcio Lírio Leal, que é investigador da Polícia Civil, teria repassado informações sobre as vítimas aos executores pouco antes do crime e traçado o itinerário de fuga dos suspeitos. No dia 8 de março de 2013, Rodrigo Neto foi atingido por disparos na cabeça, no tórax e nas costas. Ele não resistiu aos ferimentos e morreu. Na ocasião, os acusados também tentaram acertar a vítima L.H.O.O., que estava com o repórter, mas ele conseguiu escapar.

Ainda segundo o MP, o atirador seria Alessandro Neves Augusto, que estava na garupa de uma motocicleta pilotada por uma pessoa ainda não identificada. Ele também deve ir a júri popular, mas como o processo foi desmembrado, Leal será julgado primeiro. Os acusados estão presos desde maio de 2013.

A motivação do crime, de acordo com o MP, foram denúncias feitas por Rodrigo Neto em um programa na emissora de rádio em que trabalhava, contra crimes que ficaram impunes no Vale do Aço.

Em 14 de fevereiro deste ano, o juiz Antônio Augusto Calaes de Oliveira, da 2ª Vara Criminal da comarca de Ipatinga, no Vale do Aço, determinou que os dois acusados fossem julgados por um júri popular.

O caso

O jornalista Rodrigo Neto, foi morto a tiros no dia 8 de março deste ano quando saía de um restaurante em Ipatinga, no Vale Aço. 

Em julho do ano passado, investigações da Polícia Civil apontaram Alessandro Neves Augusto, conhecido como Pitote, e o investigador Lúcio Lírio Leal como autores pelas execuções de Neto e também do fotógrafo Walgney Carvalho, morto também no ano passado. Segundo a Polícia Civil, ele foi assassinado por saber detalhes sobre a morte de Neto.  

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