Grupo que comandava o tráfico no bairro Paquetá é preso

Segundo delegado Daniel Couto, investigação que resultou na prisão da quadrilha durou cerca de seis meses

iG Minas Gerais | Da Redação |

Ao todo, oito pessoas foram presas pela Polícia Civil de Betim
Nelson Batista
Ao todo, oito pessoas foram presas pela Polícia Civil de Betim

A Polícia Civil de Betim, na região metropolitana, apresentou ontem uma quadrilha suspeita de comandar o tráfico de drogas no bairro Paquetá, que fica na região do Citrolândia. Ao todo, oito pessoas foram presas, quatro delas, da mesma família, e diversos materiais foram apreendidos.

De acordo com o delegado Daniel Couto Gama, responsável pela operação denominada Gration, o trabalho para conclusão das prisões e das apreensões durou cerca de seis meses. “Foi um trabalho longo e que já vem sendo realizado na região há quase um ano. Essa operação em si, durou pouco mais de seis meses, e foi concluída hoje (ontem), com a prisão dos suspeitos e apreensão destes materiais”, contou.

Milton Fidelis De Souza, o “Gordo”, de 36 anos, é apontado pela polícia como o líder da quadrilha. Ele foi preso quando saía de casa, às 6h. A namorada de Souza, Ianca Larissa da Cunha, de 18, a irmã, Edileuza Fidelis de Souza, de 38, e o sobrinho dele, Hugo Rafael Fidelis de Sá, de 21 anos, também foram presos. Outros quatro suspeitos também foram detidos. Anderson de Souza Martins, o Andinho, de 21 anos, Ramon Lopes de Souza, de 20, Francisco Silva Santos, o Paulista, de 28 anos, e Orlando da Cunha, de 39, são acusados de fazer parte da “Gangue do Gordo”.

Ainda segundo o delegado, os suspeitos, para esconder os materiais, enterravam vários deles nos lotes das casas. “A quadrilha ainda usava usuários de drogas para entregar o produtos aos compradores”, disse.

Conforme o delegado, o Paquetá era quase um reduto da quadrilha, já que ela controlava o tráfico de drogas no bairro e casas de prostituição. A população temia o grupo.

Apreensão

Na casa dos suspeitos, foram encontrados 17 celulares, cinco rádios comunicadores, um binóculo, uma pistola calibre 380, um simulacro de arma de fogo, uma faca, uma touca ninja, um capacete, uma guitarra, uma máquina fotográfica, diversas porções de maconha, crack, cocaína e plásticos que seriam usados para embalar drogas, além de dois notebooks, dois toca fitas, 20 munições, três veículos, uma motocicleta e cerca de R$ 2.000. No local, foram apreendidos ainda duas máscaras. “A suspeita é que elas seriam usadas em homicídios, para que os criminosos não fossem identificados. Vamos investigar essa questão”, disse o delegado Daniel Couto.

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