Polícia Civil prende oito pessoas do "Bando do Gordo", em Betim

Entre os suspeitos estão quatro pessoas da mesma família; investigação acontecia há seis meses

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

Três carros foram apreendidos com os suspeitos
NELSON BATISTA / O TEMPO BETIM
Três carros foram apreendidos com os suspeitos

A Polícia Civil de Betim, na região metropolitana de Belo Horizonte, apresentou na manhã desta sexta-feira (22) uma quadrilha suspeita de comandar o tráfico de drogas no bairro Paquetá, que fica na região do Citrolândia. Ao todo, oito pessoas foram presas, sendo quatro delas da mesma família, e diversos materiais apreendidos.

De acordo com o delegado Daniel Couto Gama, responsável pela operação denominada Gration, o trabalho para conclusão das prisões e apreensões durou cerca de seis meses. “Foi um trabalho longo e que já vem sendo realizado na região há quase um ano. Essa operação em si, durou pouco mais de seis meses e foi concluída nesta sexta, com a prisão dos suspeitos e apreensão destes materiais”, contou.

Milton Fidelis De Souza, o “Gordo”, de 36 anos, é apontado pela polícia como o líder da quadrilha. Ele foi preso quando saía de casa, às 6h. A namorada dele, Ianca Larissa da Cunha, 18, a irmã de Souza, Edileuza Fidelis de Souza, 38, e o sobrinho dele Hugo Rafael Fidelis de Sá, 21, também foram presos. Outros quatro suspeitos também foram detidos pelos policiais. Anderson de Souza Martins, o Andinho, de 21 anos, Ramon Lopes de Souza, de 20, Francisco Silva Santos, o Paulista, de 28, e Orlando da Cunha, de 39, são acusados de fazer parte da chama “Gangue do Gordo”.

Na casa dos suspeitos, foram encontrados 17 celulares, cinco rádios comunicadores, um binóculo, uma pistola calibre 380, um simulacro de arma de fogo, uma faca, uma touca ninja, um capacete, uma guitarra, uma máquina fotográfica, diversas porções de maconha, crack, cocaína e plásticos que seriam usados para embalar drogas, além de dois notebooks, dois toca fitas, 20 munições, três veículos, uma motocicleta e cerca de R$ 2.000 em dinheiro.

Além disso, duas máscaras também foram apreendidas, o que chamou a atenção da polícia. “A suspeita é que essas máscaras seriam usadas em homicídios, uma forma para não identificar os autores do crime. Vamos investigar essa questão, mas essa é a nossa suspeita”, completou o delegado.

Ainda segundo o policial, os suspeitos, para esconder os materiais, enterravam vários deles nos lotes das casas. “O bairro Paquetá era quase um reduto da quadrilha, já que ela controlava o tráfico de drogas no bairro e casas de prostituição. A população temia o grupo”, acrescentou o delegado. “A quadrilha ainda usava usuários de drogas para entregar o produtos aos compradores”, concluiu.

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