Jovem americana cria software para reduzir bullying pela internet

Programa tem como objetivo alertar os adolescentes sobre o conteúdo ofensivo das mensagens que eles ainda estão pensando em postar

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

Interessa - Belo Horizonte - Minas Gerais - 
Colegio Magnum faz acabo contra o Cyberbullying, com alunos principalmente em rede social.

Foto: Uarlen Valerio / O Tempo 30-10-2013
UARLEN VALERIO / O TEMPO
Interessa - Belo Horizonte - Minas Gerais - Colegio Magnum faz acabo contra o Cyberbullying, com alunos principalmente em rede social. Foto: Uarlen Valerio / O Tempo 30-10-2013

Uma garota de 14 anos criou um projeto para diminuir mais de 90% do cyberbullying, mais conhecido como bullying pela internet. 

A americana Trisha Prabh desenvolveu o software Rethink (Repense), e ele é um dos 15 projetos finalistas da Feira de Ciências do Google, cujos vencedores serão anunciados em setembro.

O programa tem como objetivo alertar os adolescentes sobre o conteúdo ofensivo das mensagens que eles ainda estão pensando em postar, amparado na descoberta científica de que a parte do cérebro que controla a tomada de decisões e ajuda a pensar antes de agir não está completamente formada antes dos 25 anos.

A proposta da adolescente é que o Rethink  avise aos jovens que postar a mensagem desejada pode ou não ser boa ideia.

A jovem inventora criou dois softwares para testar o programa, sendo que um deles mostrava mensagens ofensivas aos internautas e perguntava se eles as republicariam em suas redes sociais. No outro, os adolescentes que respondiam sim à pergunta recebiam uma mensagem de alerta: "Essa mensagem pode ser ofensiva para os outros. Você gostaria de parar, revisar e repensar antes de postar?".

Segundo Trisha, 93% dos usuários do Rethink desistiram de postar as mensagens quando receberam o alerta para repensar. Os testes foram feitos com 300 alunos da escola de jovem.

Depois disso, a jovem americana criou um protótipo de software que filtra o conteúdo das mensagens de redes sociais e alerta os usuários antes que eles republiquem as mensagens. Trisha disse que o propósito é criar um produto de grande escala que funcione com as redes sociais, sites e aplicativos e que possa se adaptar facilmente a novos sites ou aplicativos que surjam no futuro.

Para ela, os mecanismos que existem hoje e tentam impedir o bullying cibernético são ineficientes porque bloqueiam o conteúdo após ele ter sido postado, e não antes.

A jovem inventora - Trisha está na 8ª série de uma escola em Naperville, no estado americano de Illinois, e quer ser neurocientista. Segundo a BBC, em 2013, ela apresentou um projeto de software para evitar que os motoristas se distraiam ao volante motivada pela morte de uma tia em um acidente.

Aos seis anos ela ganhou um livro sobre aquecimento global e se apaixonou por ciência. Hoje, gosta de psicologia, psicobiologia e ciências cognitivas. Seu ídolos na ciência são Charles Darwin, o pai da teoria da evolução, e Louis Pasteur, que criou o processo de pasteurização. 

Leia tudo sobre: Clique para inserir palavras chave