Pesquisa revela motivo do envio de 'mensagens sinceras' após beber

Psicólogo diz que trata-se de pensamentos que ficam reprimidos; álcool "sabota" sinal de alerta do cérebro que avisa que erro está sendo cometido

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

Ciência explica a
Reprodução/Wikipedia
Ciência explica a "coragem" de enviar certas mensagens depois de consumir álcool

Quem nunca mandou mensagens depois de beber e no outro dia se arrependeu? A ciência explica, para o alívio de muitas pessoas. De acordo com um estudo, a culpa não é da bebida. Quando se escreve algo sob efeito de álcool é porque realmente pensa aquilo e, nestes casos, a bebida só faz com que as pessoas se importem menos com o que fazem e falam.

Bruce Bartholow, professor de psicologia da Universidade de Artes e Ciências de Missouri, nos Estados Unidos, analisou este tipo de comportamento para escrever o livro “Alcohol Effects on Performance Monitoring and Adjustment: Affect Modulation and Impairment of Evaluative Cognitive Control”.

O psicólogo explica que as ações feitas após ingestão de álcool não são pensamentos aleatórios e muito menos noções que podem ser consideradas ridículas. Para ele, o que as pessoas são capazes de fazer nessas horas, são pensamentos que, quando sóbrias, ficam reprimidos.

Em entrevista ao jornal News, Bartholow disse que o álcool sabota o sinal de alerta do cérebro responsável por avisar de um erro que está sendo cometido. Ou seja, ele simplesmente acaba com o autocontrole, que costuma prevenir o arrependimento.

Para alcançar esta conclusão, o professor examinou o comportamento de 67 pessoas, com idades entre 21 a 35 anos. Ele explica que cada uma delas foi instruída a completar um desafio digital projetado para causar erros. Participantes que tomaram algumas doses de bebida alcoólica ficaram muito menos espantados quando os erros aconteciam, do que os que não beberam nada.

Após isso foi possível concluir que um lado das pessoas queria dizer tudo aquilo que foi escrito na mensagem e ingerir bebida alcoólica só eliminou a preocupação em relação aos sentimentos do outro. “A bebida não inibe a nossa capacidade de saber o que estamos fazendo, mas, sim, a nossa incapacidade de dar a mínima”, explicou Bartholow.

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