Aécio faz panfleto garantindo que não terá mudança na CLT

Candidato tucano à Presidência já havia sinalizado flexibilizar leis trabalhistas

iG Minas Gerais |

Trabalho. No Nordeste, Aécio visitou fábrica de tecidos e disse que quer ser “o presidente do emprego”
Orlando Brito/Coligação Muda Brasil
Trabalho. No Nordeste, Aécio visitou fábrica de tecidos e disse que quer ser “o presidente do emprego”

Natal. Depois de dizer a empresários no começo do ano que, se fosse eleito, cogitava flexibilizar a legislação trabalhista em alguns setores, o candidato do PSDB à Presidência, Aécio Neves, mandou sua equipe produzir panfletos de campanha nos quais defende a “manutenção das leis trabalhistas”.

O material começou a ser distribuído nessa quarta, durante um evento na capital paulista onde três centrais sindicais que romperam com a presidente Dilma Rousseff (PT) declararam apoio ao tucano – Força Sindical, União Geral dos Trabalhadores (UGT) e Nova Central.

Durante um ato político, as entidades entregaram a Aécio uma lista de reivindicações que não constam do programa do PSDB e nunca foram defendidas pelo senador. Apesar da iniciativa, em nenhum dos discursos feitos no evento Aécio foi cobrado pelos dirigentes sindicais sobre bandeiras como a redução da jornada de trabalho, o fim do fator do previdenciário e o combate à terceirização.

Efeito Marina. A consolidação da candidatura da ex-senadora Marina Silva à Presidência pelo PSB levou o candidato tucano a convocar uma reunião com a cúpula de seu partido e as principais siglas aliadas na noite de quarta-feira. O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, estiveram com Aécio para discutir os rumos da corrida presidencial.

Na última terça, o coordenador geral da campanha, Agripino Maia (DEM-RN), passou o dia em reuniões com todos os apoiadores regionais de Aécio, analisando a situação Estado por Estado. Ele entregou a Aécio relatório da análise durante a conversa da cúpula da campanha, ocorrida no Palácio dos Bandeirantes, na ala residencial da sede do governo paulista.

Nordeste. Nesta quinta, em campanha no Rio Grande do Norte, Aécio lembrou que esteve na cidade há nove dias e interrompeu a agenda por conta do falecimento do ex-governador Eduardo Campos. Perguntado sobre a entrada de Marina Silva, ele voltou a dizer que sua disputa será contra a presidente Dilma Rousseff (PT).

Deferimento

Chapa. O Tribunal Superior Eleitoral deferiu o pedido de registro do candidato Aécio Neves a presidente da República. A Corte aprovou também o registro do candidato a vice-presidente.

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