Grande problema é a política de preço

Para ele, não se trata apenas de um controle da inflação. “É uma medida anti-inflacionária, mas é uma ação política

iG Minas Gerais | ludmila pizarro |

A diminuição do ICMS em Minas Gerais auxiliará no aumento da competitividade do etanol, mas o grande problema é a manutenção do preço da gasolina pelo governo federal. Essa é a análise de Mário Campos Ferreira Filho, presidente da Associação das Indústrias Sucroenergéticas de MG, do Sindicato da Indústria da Fabricação do Álcool no Estado de MG e do Sindicato do Açúcar no Estado de Minas Gerais (Siamig). “Essa política de não aumentar o preço da gasolina ficou mais forte a partir de 2011 no governo Dilma”, afirma.  

O presidente também reclama que, após a diminuição do ICMS no Estado, houve a extinção, em 2012, do Cide – imposto federal que incidia no valor da gasolina. “O imposto representava R$ 0,28 no litro da gasolina. Ou seja, continuamos sem conseguir competir”, analisa Ferreira Filho.

Para ele, não se trata apenas de um controle da inflação. “É uma medida anti-inflacionária, mas é uma ação política. Já que o governo investiu na compra de automóveis, agora mantém o preço da gasolina. Enquanto vamos ter um crescimento de menos de 1% neste ano, as vendas da gasolina vão aumentar cerca de 9% em 2014”, conclui. 

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