Servidores fazem petição contra itinerário do Move

Linhas que iam direto ao centro agora param na Estação Vilarinho

iG Minas Gerais | Bernardo Almeida e Fernanda Viegas |

Perda. Ônibus do sistema que antes ligava o Serra Verde ao centro agora só vai até a Estação Vilarinho
Lincon Zarbietti / O Tempo
Perda. Ônibus do sistema que antes ligava o Serra Verde ao centro agora só vai até a Estação Vilarinho

Mais de 2.700 funcionários da Cidade Administrativa de Minas Gerais assinaram uma petição online contra a integração do Move ao sistema de transporte público que atende a região do bairro Serra Verde, em Venda Nova. O abaixo-assinado está no ar desde a última segunda-feira – primeiro dia útil das alterações no local.  

O abaixo-assinado questiona o itinerário das linhas 66 e 67, que até semana passada faziam uma ligação direta entre o centro de Belo Horizonte e a sede do governo estadual. Desde o último sábado, no entanto, os ônibus passaram a deixar os funcionários apenas na Estação Vilarinho, tanto na ida quanto na volta do trabalho. De lá, eles precisam embarcar em um ônibus gratuito para funcionários da Cidade Administrativa ou fazer a baldeação gratuita para quem usa o cartão BHBus.

O objetivo do grupo é alcançar 3.000 assinaturas, que devem ser entregues até o início da próxima semana à Empresa de Transportes e Trânsito de Belo Horizonte (BHTrans). “A gente não é contra o Move, mas o problema é que ficamos meio isolados aqui. Assim, fica difícil ter acesso à sede do governo”, explicou a servidora pública Ana Carolina Côrrea, 31, responsável pela criação da petição na internet. Originalmente, o abaixo-assinado circulou em folhas de papel dentro da Cidade Administrativa.

Tempo de Viagem. A mudança do itinerário das linhas dobrou o tempo de viagem dos passageiros. “Antes eu gastava de 30 a 35 minutos usando o 66. Hoje demoro uma hora, então tenho que sair mais cedo de casa. Alterou toda a minha rotina”, contou a funcionária pública Karoline de Carvalho Silva, 32.

Além do aumento do tempo de viagem em 40 minutos, Ana Cláudia Gonçalves, 25, reclama de outros transtornos percebidos em sua rotina. “Você chega à Estação Vilarinho e tem que atravessá-la para pegar o outro ônibus, e ninguém sabe informar direito o local. Antes eu sempre conseguia encontrar lugar no ônibus. Agora, além de mais demorado, no Move eu só ando em pé”, disse. “O transporte sempre foi a reclamação número 1 dos servidores, agora só piorou”.

Procurada nesta quinta, a BHTrans afirmou que está em contato direto com a intendência da Cidade Administrativa – uma espécie de prefeitura do local – e que já realizou e continuará realizando reuniões para sanar as dificuldades operacionais que os servidores estão enfrentando com as mudanças das linhas 66 e 67. Saiba mais

Acesso. A petição está hospedada no site Avaaz e se dirige ao prefeito Marcio Lacerda e ao governador Alberto Pinto Coelho. O texto considera “as linhas 66 e 67 os principais acessos da população advinda das regiões Centro-Sul e Leste da cidade”.

Mobilidade.  O texto ainda diz que os servidores tentam priorizar o transporte público, mas que a mudança vai na contramão da acessibilidade.

Estudo

Trânsito. Por meio de assessoria, a BHTrans afirmou que está iniciando um estudo sobre os tempos de viagem das linhas e alternativas para a Cidade Administrativa.

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