A solidariedade e confiança de um cidadão contagense

O jogador Guilherme Lino, morador do bairro Cabral, que já jogou em várias equipes de futebol, mostra que a fé e a força dos amigos é importante para ajudar os mais necessitados

iG Minas Gerais |

Guilherme Lino. 

Atleta acredita que ajudar o próximo é essencial
Arquivo pessoal
Guilherme Lino. Atleta acredita que ajudar o próximo é essencial

Um atleta que não desistiu dos seus sonhos, apenas resolveu trilhar outros caminhos. Assim, o contagense Guilherme Gonçalves Lino, de 26 anos, que, apesar de já ter jogado profissionalmente em vários times, trocou uma vida totalmente dedicada ao esporte pela de cidadão comum, hoje tem no futebol um hobby e não se esquece de ajudar o próximo com ações solidárias em bairros carentes.

A carreira de Guilherme Lino no esporte começou aos 11 anos de idade, por influencia de Ademir, um amigo de seu pai, que era treinador de futebol. Após o ingresso no esporte, o zagueiro jogou, até completar 17 anos, nas categorias de base do América Mineiro, sempre com grande destaque.

Em 2006, entre os 17 e 18 anos, Guilherme teve uma nova experiência e somou à sua carreira de atleta passagens por dois clubes também de destaque em Minas, o Cruzeiro e o Democrata de Sete Lagoas. Ainda no mesmo ano, ele jogou nas categorias de base do Coritiba, antes de trilhar caminhos por times menores do interior.

Nessa nova etapa, após sair do Coritiba, o jogador teve passagens por vários times como Uniao Luziense, de Santa Luzia, na região metropolitana, Maranguape, do Ceará, e Joseense e América do Estado de São Paulo – onde teve sua última atuação profissional.

Apesar de toda essa experiência acumulada no futebol, Guilherme Lino acabou desistindo de trilhar a carreira profissional. Segundo ele, devido à complexidade do mercado, com empresários dominando o mundo da bola, ele se desiludiu com a carreira. “Fui influenciado por uma série de fatores, mas uma das mais importantes foi que descobri que às vezes a indicação feita por alguém conta mais do que o talento do atleta”, diz.

Ainda de acordo com Guilherme, se fizermos uma analogia com outros empregos, a carreira no futebol é curta, e o atleta não consegue se manter nos times grandes – que são os que pagam bem e fazem com se consiga independência financeira. “Há uma pirâmide que mostra que no topo existem apenas 5% de jogadores milionários, no meio há 15% que ganha muito bem e, o restante, 80% são operários da bola, perdem grande parte da vida tentando um lugar melhor, mas acabam não conseguindo, devido a um mercado em que todo dia surge um novo atleta”.

Atualmente, Guilherme Lino é jogador amador no time do Granja Adélia, acredita que o futebol é um grande projeto de vida, no qual os que chegam ao auge são grandes vencedores e os que não conseguem atingí-lo, tem a oportunidade de optar por outros grandes projetos de vida – como no caso dele, que hoje é vendedor em uma empresa e participa de uma ação social na região do Ressaca, onde mora.

Trabalho Social

Há aproximadamente um ano e meio, Guilherme Lino e mais 15 amigos, dentre eles, Flávio, Jorginho, Felipe, Sidney Davidson Leno, Washigton Trann, o jogador Tchô, e os pastores Aldo e Eliandro, realizam uma ação social, ajudando pessoas carentes na região do bairro Novo Boa Vista, nas proximidades da Ceasa.

Guilherme Lino conta que são feitas visitas nos bairros, nos quais a equipe que participa da ação faz o diagnóstico do perfil das famílias, realizando o levantamento das necessidades. "Ao fazermos as entrevistas, percebemos que muitas famílias são do interior de Minas Gerais, em grande parte do Norte e do Vale do Jequitinhonha. Ajudamos com a exigência de elas sempre terem esperança de que poderão reverter a situação em que se encontram".

Segundo Lino, entre as estratégias usadas pelo grupo está o acompanhamento de crianças em um projeto gratuito de capoeira feito pela Igreja Batista Fonte Eterna, sob a liderança do pastor Eliandro. "Começamos a visitar a casa dessas crianças e procuramos, assim, motivá-las, mudar o contexto delas para que se transformem em pessoas de caráter pessoal e profissional", diz.

No entanto, Guilherme Lino relata dificuldades em realizar a ação de forma contínua. "Às vezes faltam alguns recursos, mas sempre de algum modo ajudamos, por exemplo, a cesta que ganho onde trabalho sempre é doada, então alguma ajuda sempre haverá".

Atualmente, a equipe da ação social recebe alimentos e roupas, arrecadados com a ajuda da Igreja Batista Fonte Eterna, no bairro Jardim do Lago, e de amigos. Segundo Guilherme Lino, ela é uma grande aliada, pois sempre disponibiliza recursos para comprar o que é preciso para as famílias carentes. "Temos um amigo do Maranhão, por exemplo, que faz doação financeira para o projeto, então, enviamos a ele a foto da nota fiscal do que compramos, como forma de comprovar que o recurso foi aplicado totalmente".

Para os interessados em ajudar ou conhecer o projeto, basta entrar em contato pelo e-mail: atodeajuda@gmail.com.

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