Após derrota, Felipão se mostra indiferente em retorno: "Nada mudou"

Em jogo contra o Cruzeiro, treinador montou forte marcação, mas ainda assim viu sua defesa ser vazada por Dagoberto

iG Minas Gerais | BRUNO TRINDADE |

Felipão, mais uma vez, deixa o Mineirão com uma derrota
douglas magno
Felipão, mais uma vez, deixa o Mineirão com uma derrota

Um mês e duas semanas depois da goleada histórica e vexatória de 7 a 1 sofrida pela seleção brasileira para a Alemanha, na semifinal da Copa do Mundo, o técnico Luiz Felipe Scolari voltou ao Mineirão. Não com a mesma badalação do Mundial da Fifa, acompanhado pela imprensa mundial, mas com boa parte do foco voltado para o treinador, justamente para falar sobre as suas impressões neste retorno.

Prevendo os questionamentos, ele evitou como pôde os microfones. Após subir de forma tranquila ao gramado, ele rechaçou prontamente o batalhão de repórteres que o esperava no banco, afirmando que só falaria no fim da partida.

Um minuto de jogo bastou para que o comandante gremista se levantasse do banco para orientar os seus jogadores. Sem a sequência alemã com um gol atrás do outro, e com um Tricolor conseguindo segurar o líder, Felipão trocou as lamentações daquele fatídico apagão do time por atitudes mais serenas.

As orientações, no entanto, surgiam o tempo todo. O treinador sugeria o melhor passe, o posicionamento da defesa e do meio-campo e a movimentação do ataque. Às vezes, soltava o grito. Em outras oportunidades, aproveitava a parada do jogo para dar instruções. Sem o que lamentar, já que o seu time marcava bem e conseguia levar perigo, Felipão, por algumas vezes, aplaudiu o empenho de seus jogadores.

No segundo tempo, as atitudes se repetiram. A primeira revolta em seu retorno ao Mineirão ocorreu quando Zé Roberto caiu no gramado e o jogo seguiu, com o Cruzeiro pressionando. Quando os visitantes recuperaram a bola e tinham a chance de um ótimo contra-ataque, o árbitro parou o jogo, levando o gaúcho à loucura.

A lamentação maior veio com um drible errado de Luan, que gerou o contra-ataque e o gol do Cruzeiro, marcado por Dagoberto. Os “apenas” quatro minutos de acréscimos e o apito final renderam reclamações e aplausos irônicos antes do treinador gremista deixar o gramado.

Na coletiva, Felipão rechaçou qualquer sentimento diferente por voltar ao Gigante da Pampulha. “Voltar ao Mineirão é como voltar em qualquer estádio, nada mudou, nada foi diferente na minha vida, foi tudo igual", disse.

A insistência no assunto tirou o técnico do sério. “É chato ficarem achando que estou superpreocupado. Daqui cinco, dez, 20, 100 anos, eu vou morrer e vão continuar falando alguma coisa. Eu estou tranquilo, isso já passou. Sou treinador do Grêmio, sou feliz, tenho saúde, tenho dinheiro e tenho uma boa família”, completou.  

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