Criação de emprego tem saldo negativo pela 4ª vez

Apesar de julho apresentar um resultado melhor que os meses anteriores, segundo levantamento do Caged, foram fechados 132 postos de trabalho na cidade

iG Minas Gerais | José Augusto Alves |

Construção civil foi o setor com o pior saldo de criação de empregos no acumulado do ano
JOÃO LÊUS/ARQUIVO
Construção civil foi o setor com o pior saldo de criação de empregos no acumulado do ano

Pelo quarto mês seguido, a criação de empregos formais em Betim teve saldo negativo, segundo levantamento divulgado nessa quinta-feira (21) pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

De acordo com o Caged, o saldo da criação de empregos apresentou um resultado negativo de 132, ou seja, foram demitidas mais pessoas do que admitidas, tendo sido 4.545 contratações e 4.677 demissões. No mesmo mês de 2013, a criação de empregos formais teve um saldo positivo de 96 novas vagas.

Apesar de apresentar mais um resultado negativo, o mês de julho foi melhor que maio e junho, quando foram fechados 515 e 577 postos de trabalho, respectivamente.

A indústria e a construção civil continuam como os setores que mais apresentam resultados negativos. A primeira demitiu 1.913 trabalhadores, contra 1.615 admissões, resultando em um déficit de 298 postos. Já a segunda contratou 744 pessoas, contra 776 demissões, ou seja, menos 32 vagas de emprego.

Na outra ponta, os dois setores que apresentaram os melhores resultados foram o comércio, que abriu 133 vagas, e o de serviços, que criou 69 postos de trabalho.

No acumulado do ano, o resultado de Betim é bem inferior ao de 2013. De janeiro a julho do ano passado, o saldo da criação de empregos foi de 2.390, contra 535 deste ano, uma queda de 77%. Em 2014, nos primeiros sete meses, a construção civil foi o setor que apresentou o pior balanço, com um saldo negativo de 744 vagas.

De acordo com o professor de economia aplicada e economia empresarial Raul Duarte Neto, da Fundação Getúlio Vargas, esse cenário deve permanecer pelos próximos meses. “A indústria é o setor que está mais estagnado, com um resultado mais crítico. Será preciso medidas mais enérgicas para que a economia volte a crescer”, afirmou.

País Ainda segundo o Caged, o Brasil criou 11.796 empregos com carteira assinada em julho, uma queda de 71,5% frente ao mesmo mês do ano passado. Foi o pior resultado para um mês de julho desde 1999.

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