Dagol marca no finalzinho, Cruzeiro bate o Grêmio e dispara na ponta

Raposa precisou de muita paciência para somar três importantíssimos pontos, uma vez que Luiz Felipe Scolari montou uma forte linha defensiva

iG Minas Gerais | GUILHERME GUIMARÃES |

ESPORTES - BELO HORIZONTE MG - BRASIL - 21.8.2014 - CAMPEONATO BRASILEIRO 2014 - CRUZEIRO X GREMIO - Na foto, Ricardo Goulart do Cruzeiro em disputa de bola com Ramiro do Gremio durante partida valida pela 16 rodada do Campeonato Brasileiro 2014, no Estadio Mineirao em Belo Horizonte MG.
Foto: Douglas Magno / O Tempo
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ESPORTES - BELO HORIZONTE MG - BRASIL - 21.8.2014 - CAMPEONATO BRASILEIRO 2014 - CRUZEIRO X GREMIO - Na foto, Ricardo Goulart do Cruzeiro em disputa de bola com Ramiro do Gremio durante partida valida pela 16 rodada do Campeonato Brasileiro 2014, no Estadio Mineirao em Belo Horizonte MG. Foto: Douglas Magno / O Tempo

Foi difícil, complicado, mas o líder Cruzeiro deu ao Grêmio do técnico Felipão uma enorme lição: não há retranca que pare o melhor ataque do Campeonato Brasileiro no Mineirão. Nesta quinta-feira, a Raposa superou todas as dificuldades, venceu o Tricolor Gaúcho por 1 a 0, no Gigante da Pampulha, e voltou a ficar cinco pontos à frente do segundo colocado na disputa nacional. Dagoberto anotou o gol salvador.

Foi preciso muita paciência para somar três importantíssimos pontos, uma vez que Luiz Felipe Scolari, mais cauteloso do que em sua última visita a Belo Horizonte - quando foi humilhado pela Alemanha junto da seleção brasileira na Copa do Mundo -, tentou parar o Cruzeiro com uma forte linha defensiva.

O time celeste sentiu a ausência do atacante Marcelo Moreno, impedido de atuar por efeito de cláusula contratual – está emprestado pelo Grêmio. Sem o boliviano, que faz o papel de “falso 9”, abrindo espaços no meio-campo, o time de Marcelo Oliveira quase travou.

Opção de Marcelo Oliveira, o meia Júlio Baptista entrou no lugar de Moreno, mas atuou como meia. Ricardo Goulart foi deslocado para o ataque. O camisa 10, sem tanta movimentação, não conseguia dar criatividade ao meio-campo. Devido a isso, o artilheiro do Brasileirão “foi sacrificado” e perdeu uma de suas mais poderosas armas: ser o elemento surpresa. E o Grêmio aproveitava a falta de objetividade da ofensiva cruzeirense.

O time de Felipão se fechava bem na defesa e desenhado no esquema 4-2-3-1 colocava dificuldades para a Raposa, que tinha enorme trabalho para encaixar uma boa chegada. Enquanto isso, o time gremista crescia de produção. Tanto é que o destaque celeste na etapa número um foi o goleiro Fábio, que fez duas defesas fundamentais, evitando o gol gremista.

“A gente está errando muito passe, a marcação não está justa. Vamos consertar, para no segundo tempo sair com a vitória”, disse o zagueiro Léo na saída para o intervalo.

E o Cruzeiro melhorou no segundo tempo. Muito pelas trocas de Marcelo Oliveira. Alisson, Nilton e Dagoberto entraram no jogo, que ganhou mais emoção e, também, pegada. Aos 35 minutos, um gol anulado da Raposa. Everton Ribeiro cobrou falta na área, Ricardo Goulart subiu, Dedé também. A bola chegou a balançar as redes do Grêmio, o árbitro Flávio Rodrigues Guerra deu o gol, mas acabou invalidando o lance pouco depois, após o assistente número quatro dedurar uma falta.

Empolgado pela torcida que se inflamava, o Cruzeiro, enfim, conseguiu quebrar a marcação gremista de uma forma inusitada. Dedé, gigante da defesa, fez as honras de lateral e, da linha de fundo, colocou a bola na cabeça de Dagoberto. Uma testada certeira no ângulo de Marcelo Grohe impôs a Felipão o estigma de sair derrotado, mais uma vez, do Mineirão.  

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