Horta comunitária garante alimentos e gera renda extra

Projeto criado há um ano pelo ex-administrador da Regional Imbiruçu Ronie Von Fonseca, em parceria com a comunidade do Granja Verde, tem beneficiado mais de 50 famílias

iG Minas Gerais | Dayse Resende |

Bem-estar.
 
Para muitos moradores, o cultivo das plantações se tornou uma oportunidade de distração
FOTO: JOAO LEUS / OTEMPO
Bem-estar. Para muitos moradores, o cultivo das plantações se tornou uma oportunidade de distração

 

O projeto de uma horta comunitária urbana desenvolvido voluntariamente pelos moradores do bairro Granja Verde, em conjunto com o ex-administrador da regional Imbiruçu Ronie Von Fonseca, o Neguinho, em agosto de 2013, tem beneficiado mais de 50 famílias da região. O objetivo é oferecer aos participantes a oportunidade de cultivar hortaliças trocando experiências e conhecimentos e ainda gerar trabalho e renda.   A área, que possui aproximadamente 8.000 metros quadrados, é de servidão da Cemig e, antes de receber o plantio das mudas, era tomada por lixo e entulho. “Por semana, recolhíamos cerca de 12 caminhões de resíduos nesse terreno. Foi então que, em conversa com moradores da região, pensamos em criar a horta. Na época, a Cemig abraçou o projeto e emprestou a área”, conta.    Segundo ele, o terreno foi dividido em blocos, cada um, destinado a uma família devidamente cadastrada pela associação do bairro. No local, já foram plantados repolho, tomate, alface, mandioca, cebolinha, dentre outros alimentos. “A terra não era boa para plantação. Por isso, em parceria com a Regional Petrovale, conseguimos a doação de 84 caminhões de terra fértil, além de algumas mudas que foram entregues à comunidade”, lembra o ex-administrador do Imbiruçu, ao ressaltar que a ideia era expandir o projeto para outras regiões de Betim.   Atualmente, a maior parte da produção é consumida pelos próprios agricultores. O excedente é comercializado ou fornecido a famílias carentes da região. “Na minha horta, tem alface, cebolinha, couve, espinafre e mandioca. São alimentos saudáveis que integram o cardápio lá de casa e de outras famílias”, conta o autônomo Adão Nascimento da Cruz, 47.   A dona de casa Maria Tereza Santos, 68, também é uma das beneficiadas com a iniciativa. Diariamente, ela vai à horta para regar as mudas e colher verduras e legumes. Para ela, a atividade é encarada como uma distração. “Ficava muito presa em casa, não me sentia útil. Hoje, me distraio aqui. Adoro cuidar das plantações”, garante.   O aposentado Gabriel Teotônio, 48, que mora há 23 anos no Granja Verde, comemora os inúmeros benefícios gerados à região pela horta. “Antes o terreno era usado como bota-fora pelos moradores. Havia muito lixo e até animais mortos. A gente sofria com os ratos invadindo nossas casas. Além disso, era perigoso. Muita gente evitava transitar por aqui à noite”, diz.    O morador Joaquim Lopes dos Santos, 48, um dos cófundadores da iniciativa, comemora os resultados já obtidos. “O projeto começou pequeno, mas cresceu muito graças ao trabalho dos voluntários. Tirando os gastos com adubo e mudas, é possível lucrar até um salário mínimo por mês com a venda das hortaliças”, destaca.    Segundo ele, o objetivo é, com o tempo, fazer parcerias e vender o que for cultivado em feiras e creches. Atualmente, o projeto já conta com o apoio de técnicos da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), que auxiliam os moradores no plantio e no cultivo da horta.   Idealizador do projeto foi demitido O sonho de fazer com que a horta comunitária servisse, no futuro, de atividade econômica para a comunidade mais carente do Granja Verde foi interrompido para o ex-administrador da regional Imbiruçu Ronie Von Fonseca, o Neguinho, seis meses após o projeto ter sido criado.   Isso ocorreu porque ele teve a sua nomeação anulada pelo prefeito Carlaile Pedrosa em março deste ano, após grande parte das medidas de austeridade que o vice, Waldir Teixeira (PV), havia adotado ou estava conduzindo durante licença médica do chefe do Executivo ter sido deixada de lado.    Na época, Neguinho também teve que abandonar a coordenação do programa Cidade Limpa, deixando inoperante a limpeza do município, que já vinha dando resultados. 

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