Mais da metade da população tem pouco ou nenhum interesse na eleição

De acordo com a CNT/MDA, 58,3% dos entrevistados afirmaram que o pleito de outubro para a escolha do próximo presidente não é atrativo

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

Faltando pouco mais de um mês para o primeiro turno das eleições, a maioria dos entrevistados na 119ª Pesquisa CNT/MDA disse ter pouco (30,9%) ou nenhum interesse (27,4%) no pleito para a escolha presidencial, o que totaliza 58,3%. O índice se mantém o mesmo do último levantamento, divulgado em abril, quando 58,2% dos eleitores afirmaram ter pouco ou nenhum interesse no processo eleitoral. Dos entrevistados, 14,9% afirmaram ter muito e 26,5% disseram ter médio interesse na escolha para presidente. O levantamento foi divulgado nesta quarta-feira (20).

Sobre a atuação do próximo presidente, 8,3% desejam a continuidade de todas as ações realizadas pelo atual governo, contra 37,7% que preferem que se mude totalmente a forma de governar. Há ainda 20,7% que preferem que o próximo governante continue a maioria das ações e que mude algumas e 31,6% que desejam que mude a maioria das ações, mas que mantenha algumas.

A Pesquisa indica ainda que a saúde é a área que mais necessita de atenção, na avaliação dos brasileiros. Dos entrevistados, 88,3% citam a área como a que mais precisa de melhorias. Em segundo lugar, os entrevistados destacaram a educação (54,2%) e, em terceiro, a segurança (29,6%).

No que diz respeito à economia, 40% se declararam muito preocupados com os rumos do país e 40,7% com a inflação. Essa parcela acredita que o índice fechará 2014 mais elevado que em 2013. Outros 20,2% não estão preocupados com a economia e 17% consideram que a inflação ficará menor que no ano passado.

Avaliação do governo

A avaliação do governo de Dilma Rousseff é positiva (ótimo + bom) para 33,2% dos entrevistados, contra 28,9% de avaliação negativa (ruim + péssimo). Os resultados se mantiveram estáveis, dentro da margem de erro que é de 2,2%. Na pesquisa divulgada em abril, a avaliação positiva somava 32,9% e, a negativa, 30,6%.

A avaliação do desempenho pessoal da presidente também ficou estável. No levantamento mais recente, a aprovação atingiu 48,8%, contra 47,6% de desaprovação. Em abril, 47,9% dos entrevistados aprovavam e 46,1% desaprovavam o despenho de Dilma Rousseff à frente do país.

Em relação à maior realização do governo da petista em três anos e meio, 24,5% dos entrevistados citaram o aumento dos benefícios do programa Bolsa Família. Outros 24,2% destacaram a construção de casas populares e 20,6% falaram do programa Mais Médicos.

Do ponto de vista negativo, 43,1% apontaram os gastos de dinheiro público com a Copa do Mundo. Para 14,3% houve aumento da corrupção e, para 8,7%, aumento da violência.

Pesquisa

Registrada no TSE sob o número BR - 00389/2014, a 119ª Pesquisa CNT/MDA entrevistou 2.002 pessoas em 134 municípios de 24 Unidades Federativas das cinco regiões. A margem de erro é de 2,2%.

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