PT prefere Aécio a Marina no segundo turno, diz Jorge Viana

O petista disse que a candidatura de Marina acendeu um "sinal amarelo" na campanha da presidente à reeleição e um "sinal vermelho" na do tucano

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

Aliado da presidente Dilma Rousseff e amigo pessoal de Marina Silva, o senador Jorge Viana (PT-AC) disse nesta quinta-feira (21) que o PT prefere enfrentar o candidato do PSDB, Aécio Neves, em um eventual segundo turno do que encarar na disputa a candidata do PSB à Presidência. Na quarta feira (20), o líder do PT na Câmara, o deputado Vicentinho (SP), já havia afirmado o mesmo.

O petista disse que a candidatura de Marina acendeu um "sinal amarelo" na campanha de Dilma à reeleição e um "sinal vermelho" na de Aécio, por considerar a possibilidade da candidata do PSB chegar na reta final das eleições. O senador considera que, por Marina ter um discurso mais próximo ao do PT, Aécio é um adversário mais fácil de ser confrontado pela campanha petista.

"Se pudéssemos escolher o adversário, quando isso é possível de acontecer na política é o melhor dos cenários, nosso adversário seria o PSDB. Poderíamos comparar facilmente os oito anos de governo do PSDB com os anos do governo do PT. A Marina fez parte desse governo do PT, mas traz novidades nas teses que defende e nas práticas que ela aposta", afirmou.

O petista considera que a candidata do PSB não está no "teto" das intenções de voto após a morte de Eduardo Campos, com potencial para crescer e chegar ao segundo turno. O discurso da campanha de Aécio é que a candidata do PSB atingiu o seu "teto" após a morte de Campos, diante da comoção do acidente que vitimou o ex-governador de Pernambuco.

Viana admite, porém, que o fato de Marina não ser do PSB de "essência" poderá trazer complicações à sua campanha. "Ela é de um partido que existe de fato [a Rede], mas não de direito, dentro de um outro que tem uma história real, que é o PSB. Vem candidata por um partido que não é o dela. Isso embaralha as eleições", afirmou.

Marina foi escolhida pelo PSB para disputar a Presidência após a morte de Campos, de quem era candidata à vice. Há um impasse no PSB em torno da escolha uma vez que Marina pretende criar o seu próprio partido, a Rede de Sustentabilidade, mesmo se for eleita.

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