Marina aparece como candidata e Dilma exalta obras atrasadas

Como no programa de rádio veiculado pela manhã, a propaganda reforça a ideia de que a ex-senadora não descumprirá os acordos feitos com Campos

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

Com trechos do discurso feito na oficialização da candidatura de Marina Silva à Presidência, o PSB exibiu nesta quinta-feira (21) o primeiro programa eleitoral na TV centrado na ex-senadora.

Marina substitui na chapa o ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos, morto em acidente de avião no dia 13 de agosto. Com o deputado Beto Albuquerque (PSB) como vice, a nova chapa foi anunciada nesta quarta-feira (20).

Como no programa de rádio veiculado pela manhã, a propaganda reforça a ideia de que Marina não descumprirá os acordos feitos com Campos ao assumir a candidatura. "Sem Eduardo, temos hoje o que sempre nos uniu: tudo aquilo que fizemos juntos. É o que faremos daqui para frente. O programa é, em si mesmo, o pacto selado. O acordo maior que nos une", disse Marina, emocionada.

Ela completou: "Convoco a todos que saiamos do trauma da perda de Eduardo dispostos a nos entendermos para levar adiante nossa missão. Devemos isso a ele e ao povo brasileiro".

O PSB superou divergências internas para lançar a ex-senadora como candidata. Marina se comprometeu a manter os acordos regionais fechados por Campos, mas reafirmou que não irá subir em palanques como os de São Paulo, Paraná e Santa Catarina, em que o PSB apoia candidatos do PSDB. A ex-senadora foi contrária a várias alianças locais e comunicou que vai manter sua posição.

Nesta quinta (21), Carlos Siqueira, secretário-geral do PSB e coordenador da campanha de Eduardo Campos, disse que não seguirá na função ao lado de Marina Silva. O presidente do PSB, Roberto Amaral, já disse que Marina não precisará permanecer no partido caso seja eleita. Ela organiza a criação de um novo partido, a Rede Sustentabilidade.

OBRAS ATRASADAS

Embora tenha feito críticas ao que chamou de falta de "capacidade de executar programas sociais e grandes obras de infraestrutura", a presidente Dilma Rousseff (PT) apresentou, no programa eleitoral, obras atrasadas do governo federal.

A publicidade comparou os anos de gestão do PSDB à frente do Planalto com os mandatos petistas. Segundo a candidata à reeleição, em governos anteriores, o Brasil "perdeu um tesouro inestimável" e listou obras que "não existiam no Brasil de antes".

Foram exibidas imagens da transposição do rio São Francisco, obras com eixos previstos para 2010 (leste) e 2012 (norte), que agora deverão ficar para dezembro de 2015; da usina de Belo Monte, cuja primeira turbina deveria produzir energia em fevereiro de 2015, mas deve ter prazo estendido para abril de 2016; e da ferrovia Norte-Sul, cujo trecho entre Goiás e São Paulo devia estar pronto desde 2012.

No fim da propaganda, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que Dilma "enfrentou a crise mundial" como se enfrenta "touro a unha". Ele criticou "certa imprensa" que, segundo ele, "se transformou no pior partido de oposição" e pediu para o eleitor "não deixar o Brasil parar".

O candidato do PSDB, senador Aécio Neves, repetiu declarações feitas no horário eleitoral da terça-feira (19). O programa acrescentou apenas uma breve biografia e entrevista rápida com o tucano.

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