Para lanchar, crianças de Sabará atravessam avenida em horário escolar

Durante reformas em escola municipal, duas turmas estão recebendo aulas em anexo fora do prédio da escola; alunos têm entre 4 e 7 anos de idade

iG Minas Gerais | ENNIO RODRIGUES |

Devido a reformas no prédio da Escola Municipal Padre Geraldo de Souza, no bairro Roça Grande de Sabará, na região metropolitana de Belo Horizonte, duas turmas de 18 alunos cada começaram a estudar em um prédio próximo à escola desde a última segunda-feira (18). De acordo com denúncia da mãe de um dos alunos a reportagem de O TEMPO, os pais não receberam notificação da escola com antecedência sobre a mudança.

O anexo, cedido pela prefeitura, fica em um prédio em frente à escola, situada na Avenida Henrique de Melo, e, segundo a secretaria municipal de educação local, possui estrutura adequada para receber os alunos. “Eles têm água, banheiros e carteiras próprias. Em alguns casos, estão melhores do que os alunos que continuam no prédio da escola”, afirma a inspetora da secretaria, Maria Alda Serbate Martins Borges. Porém, ao ser questionada, Alda confirma que os alunos precisam atravessar a avenida para ter acesso a salas multimídia, biblioteca e fazer o lanche.

Para a diretoria da escola, a situação temporária não traz perigo aos alunos. “Há professores, pedagogos e monitores acompanhando os alunos. E, por incrível que pareça, as crianças menores são mais disciplinadas que as maiores”. diz a diretora Edna Farias. Cada turma possui um professor e, em caso de alunos deficientes, uma monitora individual. Atualmente, duas turmas, uma do segundo período do ensino infantil e outra da primeira série do ensino fundamental, estão alojadas no espaço.

Escola volta atrás parcialmente após reclamação

Nesta quarta-feira (21), uma nova turma do segundo período infantil também seria transferida para o anexo, mas, após objeção de uma das mães, a escola voltou a turma para o local anterior. “Temos tradição de manter um bom relacionamento com a comunidade. Então, após a reclamação da mãe, decidimos retornar com este grupo em específico”, afirma Edna. Quanto aos demais responsáveis, a escola afirma que todos estão cientes da situação e de acordo com a medida.

Sem previsão Nem a secretaria municipal e nem a direção da escola confirmam o prazo que vigorará a medida. “Esperamos que, no máximo, até o final do ano, tudo já esteja normalizado”, antecipa a inspetora Maria Alda. De acordo com a secretaria, as obras são de reforço estrutural no prédio da escola e tem caráter preventivo. 

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