Cometendo erros

iG Minas Gerais | Dr. Telmo Diniz |

Ninguém gosta de cometer erros, a não ser que queira passar a vida como um completo fracassado. Erros são comuns e normais, mas não podem se tornar uma frequência. Claro que você pode cometê-los uma vez ou outra, mas se for capaz de aprender constantemente com os mesmos, eles podem impulsionar seu caminho pessoal e profissional.   O erro é essencial para nosso auto-desenvolvimento. Não desanime com a culpa ou fique arrependido. Faça uma análise de como pode aprender com eles. Evitar os erros a todo custo cria uma barreira psicológica para não assumir riscos. Se você passar a vida com medo de cometer um erro, irá passar a maior parte dela não fazendo nada, ou muito menos do que desejaria. Parafraseando Mario Quintana, “nascer é uma possibilidade, viver é um risco e envelhecer é um privilégio”.   Dando continuidade ao raciocínio, sempre que andamos para frente, entramos em contato com algo desconhecido. Portanto, passível de erro! O que ficou para trás foram os conhecimentos obtidos pela experiência da vivência de erros e acertos, e o que está à frente é totalmente desconhecido e desprovido de conceitos. Logo, não há como antever exatamente o que irá acontecer e que atitudes tomar em cada passo. É essencial seguir em frente, seja qual foi a conduta que tomou. Quanto mais responsabilidade você assume, maior a probabilidade tem de cometer erros. Portanto, não perca tempo tentando justificá-los. Temos um instinto natural de tentar justificar nossas ações. Não faça isso! Corrija o que esta desalinhado.   Já falei nesta coluna sobre a resiliência. Ter resiliência é ter a capacidade de enfrentar, vencer e ser fortalecido ou transformado por experiências da adversidade. É a capacidade de se adaptar à nova realidade e manter-se íntegro. Ser resiliente é ser capaz de superar a partir dos obstáculos. Então, veja o erro como um impulsionador. Como uma alavanca da vida. Veja no erro sua chance de melhora.    Nossas perdas trazem um medo iminente e até inconsciente. Ninguém quer perder saúde, pessoas amadas, posição social, confiança etc. Quem vence recebe um status simbólico de sucesso, de perfeição, de êxito. Mas o que está por trás dos dramas, derrotas e desencontros existenciais é o que impulsiona o ser humano para o amadurecimento e para a evolução. Há aquela máxima de que vencer é importante, mas errar é humano. É preciso desmistificar as vitórias e as derrotas. Dar a cada uma sua devida importância para gerar o amadurecimento necessário. Quem não sabe lidar com frustrações e seus medos acaba estagnando e realiza muito pouco. Para finalizar, o escritor e filósofo Marquês de Maricá disse: “Os nossos maiores inimigos existem dentro de nós mesmos. São os nossos erros, vícios e paixões”. Faça uma boa semana.  

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