Executor de jornalista dos EUA seria líder terrorista britânico

Obama, Cameron e Ki-moon condenaram o “assassinato brutal” do repórter James Foley

iG Minas Gerais |

Pais do jornalista norte-americano pedem libertação dos outros reféns
[CREDITO]Jim Cole/ap
Pais do jornalista norte-americano pedem libertação dos outros reféns

Londres, Reino Unido. Um ex-refém estrangeiro do Estado Islâmico (EI) identificou o jihadista que decapitou o jornalista norte-americano James Foley como o líder de um grupo de combatentes britânicos que mantém reféns estrangeiros na Síria. Segundo “The Guardian”, o ex-refém teria passado um ano preso na cidade de Raqqa, onde esteve em contato com grupo de quatro combatentes britânicos, conhecidos como os “Beatles”. Ele seriam os responsáveis por guardar os reféns de outras nacionalidades.

As autoridades dos Estados Unidos, Inglaterra e Escócia iniciaram ontem uma investigação pela identidade do extremista, o qual aparece no vídeo da morte de Foley, falando inglês com um sotaque britânico e apresenta-se como “John”. Os especialistas em terrorismo da FBI, do MI5 e da Scotland Yard informaram que o executor seria um dos 500 jihadistas nascidos no Reino Unido que migraram para a Síria e para o Iraque com a intenção de lutar pelo EI. O militante, que no vídeo aparece coberto por roupas pretas, poderia ser de Londres.

No vídeo – que foi declarado autêntico por agências de Inteligência dos Estados Unidos –, John manda uma mensagem aos EUA. “Você não está enfrentando mais uma insurgência. Nós somos um exército islâmico.” A filmagem termina com a imagem de um segundo refém, que pode ser o jornalista Steven Sotloff. O insurgente ameaça decapitar o homem a depender da “próxima decisão de Obama”.

Reação. O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, lamentou a morte do jornalista decapitado por militantes do EI, e afirmou que o país vai continuar a enfrentar o grupo terrorista. Obama disse que o mundo inteiro está “estarrecido” com o assassinato brutal de Foley e ofereceu suas condolências à família.

Até então de férias, o primeiro-ministro inglês, David Cameron, interrompeu sua folga para voltar a Londres e retomar as discussões sobre os conflitos no Iraque na Síria, conforme informou o governo britânico.

O secretário geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, também condenou o “assassinato brutal” do jornalista. O líder das Nações Unidas considerou a morte “um crime horrível que evidencia a campanha de terror do Estado Islâmico”, disse o porta-voz da ONU.

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