Justiça decide que corpo de militar segue congelado

Filhas brigam na Justiça por destino dos restos mortais

iG Minas Gerais |

Uma das filhas que defende o enterro convencional do pai
ERNANDO GOMES/RBS/ESTADÃO/arquivo
Uma das filhas que defende o enterro convencional do pai

RIO de janeiro. O corpo do militar Luiz Felippe Dias de Andrade Monteiro, morto em fevereiro de 2012, será mantido congelado numa cápsula de hidrogênio, no Instituto Cryonics, nos Estados Unidos. A decisão foi tomada ontem, em segunda instância, pela 7° Câmara Civel do Tribunal de Justiça do Rio (TJRJ). De acordo com a assessoria de imprensa do órgão, a decisão, por maioria de três votos a dois, foi tomada até que se esgotem os recursos jurídicos na apreciação do processo. Os magistrados ressaltaram que o caso é inédito, sem precedentes na Justiça.

Desde 2012, as irmãs Carmen Silva Monteiro e Ligia Cristina, brigam judicialmente para definir o destino do corpo do pai – se permanece congelado ou se será enterrado. A funcionária pública Lígia Cristina ganhou, em primeira instância, em 2012, o direito do que ela disse ser um sonho do pai: ser congelado depois de morto para, caso a ciência avance, uma possível futura ressurreição. Em contrapartida, Carmem Silvia Monteiro Trois e Denise Nazaré Bastos Monteiro, que moram no Rio Grande do Sul, querem o sepultamento.

Na audiência, Lígia apresentou declarações de pessoas com as quais a família convivia afirmando que o engenheiro queria ser submetido ao procedimento de criogenia. Já as outras filhas também apresentaram depoimentos de parentes para comprovar que o pai queria ser sepultado.

Luiz Felippe era engenheiro civil da Força Aérea Brasileira e sofria de uma doença crônica e morreu em fevereiro de 2012, aos 82 anos.

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