Mercado vê medida com ressalva e quer menos burocracia

iG Minas Gerais |

As medidas de estímulo ao financiamento de imóveis foram bem recebidas por especialistas do setor em Minas. Entretanto, há ressalvas. “Há ações boas, como redução da burocracia, mas é preciso esperar para saber se vai surtir o efeito desejado no cenário que temos hoje, que é de inflação alta e crescimento baixo”, observou o economista do Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado de Minas Gerais (Sinduscon-MG), Daniel Furletti.

Para ele, o governo federal está insistindo num modelo que já se exauriu, que é o crescimento pautado no consumo. “Não tem como o consumo existir sozinho. Ele está dentro de um contexto em que haja um ambiente de confiança, de crescimento e de alta no emprego”, diz.

O economista afirma que o crescimento do país só ocorrerá com estímulo ao investimento, que ainda é baixo no Brasil e só representa 17,7% do Produto Interno Bruto (PIB). “Deveria ser de, pelo menos, 25%”, diz.

Na China, conforme dados do Fundo Monetário Internacional (FMI), a média da taxa de investimento de 2003 a 2011 foi de 42,4% do PIB.

A vice-presidente da Câmara do Mercado Imobiliário (CMI), Cássia Ximenes, afirma que a redução da burocracia é sempre bem-vinda e aposta que os reflexos devem ser sentidos com mais intensidade em 2015. “O mercado vai assimilando aos poucos”, diz. (Juliana Gontijo)

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