"Povo saberá" separar PT e Marina, afirma Dilma

Em visita de campanha a Belo Horizonte, presidente foi questionada sobre como dissociar Marina das realizações do governo que ela vem anunciando na campanha

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

A presidente Dilma Rousseff afirmou nesta quarta-feira (20) que o "povo saberá" separar o governo federal da candidatura presidencial de Marina Silva (PSB), que foi ministra do Meio Ambiente no governo Luiz Inácio Lula da Silva.

Em visita de campanha a Belo Horizonte, Dilma foi questionada sobre como dissociar Marina das realizações do governo que ela vem anunciando na campanha. A questão citava ainda que o ex-governador Eduardo Campos, morto na semana passada e substituído por Marina na chapa, também foi ministro do governo do PT.

"O povo saberá fazê-lo", disse Dilma, que emendou: "Nos dois casos".

Como já havia feito nesta terça (19), Dilma desconversou ao ser questionada sobre o novo cenário eleitoral com Marina candidata. Disse manter a "tradição" de não opinar sobre candidatos.

Outra questão a Dilma foi sobre possível papel de Lula na busca por votos de Campos no Nordeste. "Acho que o presidente Lula não está muito focado nessa questão. O presidente Lula está fazendo uma campanha junto comigo porque nós achamos que somos o mesmo projeto", respondeu.

"Não tem nada a ver com A, B ou C. Tem a ver com o fato de que eu sou continuidade dos avanços do governo Lula, eu represento essa continuidade e a construção de um novo ciclo de crescimento. E o presidente Lula está engajado nisso, como vai ficar claro ao longo da campanha", completou. Dilma foi a Minas pela segunda vez nesta campanha, desta vez para visitar uma escola do Sesi (Serviço Social da Indústria), entidade que mantém convênios com o governo federal na área do ensino técnico.

A candidata citou o número de oito milhões de alunos do Pronatec (Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego) e prometeu criar mais 12 milhões de vagas nos próximos quatro anos.

VIAGEM MISTA

A visita à capital mineira foi uma agenda "mista", tanto oficial como de campanha, segundo assessores do PT e do governo. O evento constava das duas agendas, da campanha e do Planalto.

Mesmo sendo oficial, segundo a assessoria, todas as despesas são pagas pela campanha petista, não pelo governo. Isso inclui o custo do avião presidencial usado na viagem, carros para deslocamentos, seguranças e eventualmente hotel. O valor não foi fornecido.

Dilma passou quase toda a tarde percorrendo as 47 salas de aula e de oficinas da escola do Sesi, repleta de estudantes, com quem posou para muitos "selfies". A equipe de TV de seu programa eleitoral acompanhava tudo.

Em alguns dos "selfies", Dilma pediu aos estudantes para compartilharem as fotos. Ela explicou depois que o compartilhamento que sugeria era com os próprios colegas, e não nas redes sociais, já que não é possível fazer fotos com cada um dos estudantes.

A presidente também foi questionada se a proliferação de "selfies" na campanha e o fato de ter aparecido cozinhando na estreia do programa eleitoral seriam uma forma de "humanizá-la". Ela disse: "A não ser o estereótipo que às vezes criam das pessoas, eu queria comunicar a vocês que eu sou humana, não sou marciana nem de Saturno. Eu sou humana".

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