Preferimos PSDB no segundo turno, diz líder do PT na Câmara

"Acreditamos que nesse cenário é mais fácil a Marina nos apoiar do que o PSDB, que jamais vai nos apoiar" disse Vicentinho

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

O líder do PT na Câmara, o deputado Vicentinho (SP), afirmou nesta quarta-feira (20) que o melhor cenário possível para a candidatura da presidente Dilma Rousseff, que concorre à reeleição na chapa do PT, seria enfrentar Aécio Neves, candidato do PSDB, em um eventual segundo turno. A avaliação do petista é de que Marina Silva, nome a ser indicado pelo PSB, representa uma ameaça maior à Dilma.

"Não queremos torcer por ninguém mas o melhor cenário para nós é o segundo turno com o PSDB. Porque acreditamos que nesse cenário é mais fácil a Marina nos apoiar do que o PSDB, que jamais vai nos apoiar. [...] Mas a gente ainda vislumbra a possibilidade de ganhar em primeiro turno, com os debates agora", afirmou Vicentinho. Para ele, a candidatura de Marina preocupa o PT.

Na última pesquisa Datafolha divulgada nesta segunda-feira (18), Marina atingiu 21% das intenções de voto, ficando no mesmo patamar, em empate técnico, de Aécio Neves, com 20%. Dilma registrou 36% das intenções de voto. Dilma e Aécio mantiveram os percentuais registrados na pesquisa Datafolha de julho. Esta foi a primeira pesquisa realizada após a morte de Eduardo Campos, na semana passada, em um acidente aéreo.

O resultado reduziu consideravelmente as chances de o pleito ser definido em primeiro turno. As campanhas dos três partidos já consideram um segundo turno nas eleições presidenciais. Segundo o Datafolha, Marina venceria Dilma em um eventual segundo turno, com 47% das intenções de voto contra 43% da presidente.

Como estratégia para avançar na frente de Marina, Vicentinho afirmou que o PT precisará se aproximar da juventude, um dos principais segmentos da sociedade que votam em Marina. De acordo com o petista, os jovens que começam a votar agora não conhecem os governos tucanos e por isso, não conseguiriam perceber os avanços dos 12 anos em que o PT esteve no comando do país.

"Eles não sentem [as mudanças]. Temos que usar os programas de televisão e do rádio para envolver e falar profundamente com a nossa juventude. Ela tem um potencial muito grande. A juventude não viveu o que nós vivemos. Um país de juros altos e inflação, retirada de direitos, neoliberalismo, privatizações. Espera-se que com esse diálogo direto a gente consiga reverter esse quadro", disse.

Em 2010, Marina Silva decidiu não apoiar nem o PT e nem o PSDB no segundo turno presidencial. No entanto, Vicentinho acredita que neste ano ela terá que apoiar o PT caso não vá para o segundo turno. "Coerentemente ela dará apoio ao PT. Ela sabe que está em jogo uma série de questões aqui", disse.

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