Itens da Copa reforçam prevenção

Apesar de Minas não receber voos diretos de Guiné, Serra Leoa, Libéria e Nigéria, Tânia não descarta o risco

iG Minas Gerais | Litza Mattos |

Aeroportos pelo mundo reforçaram suas medidas de segurança
Choe Jae-koo
Aeroportos pelo mundo reforçaram suas medidas de segurança

O plano de enfrentamento anunciado na semana passada pelo Comitê Estadual de Emergência em Saúde de Minas Gerais contra os possíveis casos de ebola que podem chegar ao Estado custará pelo menos R$ 120 mil. Além disso, parte das 3.000 unidades de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) – que incluem macacões, máscaras, óculos, botas, entre outros – foi adquirida para a Copa do Mundo, realizada em junho.  

Segundo a infectologista e coordenadora do comitê, Tânia Marcial, Minas tem 50 unidades de EPIs, que foram adquiridas para a Copa, distribuídas entre Hospital Eduardo de Menezes e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

“Estamos comprando 700 unidades em caráter emergencial via ata de registro de preços do Ministério da Saúde, com previsão de chegar no fim desta semana ou início da próxima, e as outras 2.300 no próximo mês”.

O Ministério da Saúde afirmou que “orientou as secretarias estaduais e municipais de Saúde para o atendimento de possíveis casos de ebola”.

Apesar de Minas não receber voos diretos de Guiné, Serra Leoa, Libéria e Nigéria, Tânia não descarta o risco. “Não estamos pensando em uma epidemia em Minas, mas na possibilidade de, em seis meses – previsão da Organização Mundial da Saúde (OMS) de duração da epidemia na África –, podermos ter casos suspeitos. Os equipamentos podem ser utilizados em várias situações, como contaminação química e radiológica ou infecções”.

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