Fábrica de sonhos II

iG Minas Gerais |

Ferrari/Divulgação
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Hoje damos sequência ao assunto iniciado em nossa última edição, quando destacamos parte da história que envolve o universo único das verdadeiras máquinas, sonhos de consumo e objetos de desejo. Terminamos semana passada com a Maserati e iniciamos, hoje, com sua conterrânea italiana Alfa Romeo, que mistura em sua logomarca os brasões da cidade de Milão e uma serpente, símbolo heráldico da família real milanesa. E o que não falta à Itália é tradição. Outra marca famosa desse país é a Lamborghini, identificada por um touro dourado, dentro de um escudo negro. O emblema foi feito em homenagem ao fundador Ferruccio Lamborghini, fanático por touradas. Até hoje a marca confere o nome de touros famosos a alguns de seus modelos, como Diablo e Murciélago. Na legendária Ferrari, que também herdou o sobrenome do fundador, Enzo Ferrari, o símbolo do cavalo preto empinado sobre um brasão amarelo foi “emprestado” do avião de um piloto de caça italiano, morto na Primeira Guerra Mundial. Viajando para França, temos a Peugeot, que escolheu como símbolo o leão, que remete à cidade de Lyon. O rei dos animais está na logomarca da montadora desde 1919, e seu desenho já sofreu sete alterações. Também curiosa é a história da marca francesa Citroën. André Citroën se inspirou na engrenagem com formato de “dentes” em “V”, patenteada por ele, para criar o duplo “chevron” ou dois “V” invertidos. A Renault também não fica de fora quando o assunto é história, e mostra desde 1925, como reafirmação dos valores emocionais da marca, um losango cromado, que remete a um diamante. Já marcas como a estrela de três pontas da alemã Mercedes-Benz preferem valorizar as origens profissionais da empresa. No caso, o triplo foco da Mercedes-Benz, na época de sua criação: a fabricação de motores para uso em terra, ar e mar. E a logomarca da concorrente BMW também remete à sua atividade anterior. Representa uma hélice de avião “estilizada”, na cor branca sobre fundo azul celeste. Ela evoca as origens da empresa, criada quando os irmãos Karl Rath e Gustav Otto começaram a produzir motores de avião, em 1917. Outras logomarcas fogem das referências às origens e adotam simbolismos mais inusitados e curiosos. O da Volvo adotou o símbolo da masculinidade, associado a Marte, deus romano da guerra. Existem marcas de automóveis cujos próprios nomes já são repletos de significados. Entre as que usam siglas, uma das mais famosas é a Fiat, que significa “Fabbrica Italiana Automobili Torino” (Fábrica Italiana de Automóveis de Turim). A sueca Saab tem seu nome baseado na abreviação da antiga fábrica de aviões Svenska Aeroplan Akteebolaget, enquanto as letras BMW significam “Bayerische Motoren Werke” (Fábrica de Motores da Bavária). Já a americana Jeep tem origem fonética. A palavra deriva da pronúncia inglesa para a sigla GP, que significava “general purpose” e designava os veículos destinados a vários tipos de uso. No Brasil, os mais antigos ainda se lembram da FNM, abreviação de Fábrica Nacional de Motores, carinhosamente chamada de “fenemê”. Fundada na era Vargas, em 1942, inicialmente fabricava motores e, em 1961, lançou seu primeiro automóvel.

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