Candidato do PSC diz que vai privatizar a Petrobras

Everaldo Pereira minimizou falta de experiência e disse que casamento é 'só entre homem e mulher'

iG Minas Gerais | Da Redação |

Everaldo Pereira é o escolhido do PSC para concorrer à Presidência da República
Divulgação
Everaldo Pereira é o escolhido do PSC para concorrer à Presidência da República
O candidato do PSC à Presidência da República, Everaldo Pereira, afirmou em entrevista ao "Jornal Nacional", da TV Globo, que irá privatizar a Petrobras caso seja eleito. Pastor Everaldo disse ainda que irá passar para a iniciativa privada todas as empresa estatais que puder. Ele apenas fez a ressalva de que a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil não estão nesta lista, já que garantem a segurança financeira do país. O candidato voltou a defender as ideias de seu partido, afirmou que considera que casamento é só entre "homem e mulher", se posicionou contra a legalização das drogas e disse que todo brasileiro que ganha até R$ 5.000 estará isento de imposto de renda na fonte. Everaldo Pereira minimizou a falta de experiência na vida pública. Ele não teve nenhum cargo de chefia no Executivo ou no Legislativo, em nenhum âmbito, mas destacou a "experiência de vida" como suficiente para governar o Brasil. "Eu acredito que uma pessoa com experiência de vida como eu, que nasci na favela de Acari, trabalhei na feira, fiz concurso, e pude estudar em escola pública de qualidade, formei e sou um profissional vencedor, estou preparado", disse, complementando que vai convidar quadros de outros partido para governar. "Aprendi a trabalhar em equipe. Quando fui servente de pedreiro, se queria pintar a parede, chamava um pintor. Um líder tem que saber o que o país está precisando", afirmou. Everaldo Pereira negou que tenha trocado de posição em 2010 por conta de recursos recebidos do PT. O seu partido apoiava José Serra (PSDB) e acabou, na última hora, migrando para a candidatura de Dilma Rousseff naquela ocasião. Meses depois, recebeu R$ 4,7 milhões em ajuda de campanha. No entanto, admitiu que esperava um espaço no governo em troca do apoio. Ainda assim, não considerou que isso se configurasse como um "toma-lá, dá-cá". Everaldo disse que irá criar o ministério da segurança pública e prometeu fazer um corte na carne. "Defendo um governo mínimo. Vou reduzir de 37 para 20 ministérios. Vou passar o que puder para a iniciativa privada", disse, quando confirmou a privatização da Petrobras: "Digo aqui em primeira mão: vou privatizar a Petrobras. O petróleo é nosso, mas a Petrobras não é mais", afirmou.