Pimenta se defende sobre dinheiro de Valério e exalta experiência

Ao MGTV, candidato do PSDB ao governo de Minas destacou êxitos do período em que foi ministro das Comunicações

iG Minas Gerais | Lucas Ragazzi * |

Pimenta ainda vai escolher coordenador do projeto de governo
DANIEL PROTZNER / O TEMPO
Pimenta ainda vai escolher coordenador do projeto de governo
Em entrevista ao 'MGTV' da 'TV Globo', o candidato tucano ao governo de Minas, Pimenta da Veiga, afirmou considerar como 'normal' o recebimento de R$ 300 mil das agências de publicidade de Marcos Valério em 2003. De acordo com o ex-prefeito de Belo Horizonte, a quantia foi apenas o pagamento pela prestação de serviço como advogado. “Essa é uma questão simples. Eu era advogado e fui contratado por uma empresa, executei os trabalho e recebi o honorário. Recebi na minha conta, os impostos foram pagos e é isso. Tudo absolutamente normal” afirmou. Em abril deste ano, a Polícia Federal chegou a indiciar Pimenta da Veiga por lavagem de dinheiro por causa do pagamento da SMP&B, agência de publicidade que pertencia ao operador do mensalão. O tucano também afirmou, durante a entrevista, que possui experiência suficiente para fazer um bom trabalho à frente do governo estadual. Pimenta citou que já passou pela Câmara dos Deputados, pela presidência do PSDB e exaltou sua participação no Ministério das Comunicações. “Como ministro tive muitos êxitos. Levei o correio para todo o país. Depois, na telefonia, popularizei o telefone celular - na época eram apenas 500 mil aparelhos no Brasil, hoje são milhões. Levei até para os indígenas. É um grande legado por qual eu tenho um grande orgulho” disse. Pimenta também afirmou que irá ‘lutar’ por uma mudança no pacto federativo, que, segundo o candidato, prejudica municípios e Estados por aumentar as dívidas com a Federação e criar um ‘sistema de agiotagem’.   ‘Tolerância zero’ Questionado sobre o aumento da violência em alguns pontos de Minas, Pimenta afirmou que o governo estadual investe cerca de sete vezes mais que o governo federal em todo o país. Apesar disso, o tucano prometeu ter ‘tolerância zero com a bandidagem’, caso seja eleito governador.   * Com supervisão de Ricardo Corrêa

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