Prefeito de Paulistas sofre impeachment por desvio de mais R$ 300 mil

Segundo o legislativo, a verba foi desviada entre janeiro e julho de 2013; após a denúncia, o prefeito teria feito alguns repasses à previdência, mas nem sempre no valor previsto

iG Minas Gerais | Fernanda Viegas |

Uma Comissão Parlamentar Processante (CPP) formada pela Câmara Municipal de Paulistas, na região do Vale do Rio Doce, decidiu pela cassação do mandato do prefeito Leandro Miranda Barroso (PSDB), por desvio de mais de R$ 300 mil do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), nessa segunda-feira (18). Uma funcionária da prefeitura informou que a administração ainda não foi comunicada oficialmente sobre a deliberação.

Segundo a presidente da Câmara, Carla Oliveira da Costa (DEM), desde 2012 que a Casa Legislativa recebe denúncias de que o repasse mensal não é feito pela prefeitura, como determina a legislação. “A Câmara, na sua função fiscalizadora, apurou os fatos e constatou que houve negligência, ausência de repasse quanto a questão da previdência. A Câmara opinou pela cassação, uma vez que ficou constatado os fatos”.

Dos nove vereadores, sete votaram a favor da cassação e dois se abstiveram. Segundo o legislativo, entre janeiro e julho de 2013, o desvio foi de R$ 326.182,11. Após a denúncia, o prefeito teria feito alguns repasses, mas nem sempre no valor previsto.

“Nunca tivemos resposta clara e objetiva (do prefeito). Sempre houve omissão de informação”, afirmou Carla. Segundo ela, a prefeitura e a Justiça Eleitoral devem ser comunicada oficialmente ainda nesta terça-feira (19) sobre a decisão da Câmara. Assim que tiver ciência da decisão, o prefeito tem que deixar o cargo.

A reportagem de O TEMPO foi informada pela secretária da administração da prefeitura, que preferiu não ter o nome divulgado, que prefeito está fora da cidade cumprindo um compromisso de trabalho.