Estados Unidos proíbem voos comerciais de sobrevoarem a Síria

A medida é anunciada depois que, no dia 8, os EUA proibiram as companhias aéreas nacionais de sobrevoar o Iraque devido ao aumento do domínio do Estado Islâmico

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

 A Administração Federal de Aviação americana (FAA) proibiu na noite de segunda-feira (18) que aviões comerciais do país passem pelo espaço aéreo da Síria, que passa pelo crescimento de combates de extremistas como o Estado Islâmico.

O órgão muda a normativa aprovada em 2011, no início da guerra civil dos sunitas contra o regime de Bashar al-Assad. Até a última segunda (19), os pilotos eram obrigados a comunicar às autoridades americanas quando passavam pelo país.

"É sabido que grupos extremistas armados na Síria estão equipados com armas antiaéreas que podem representar uma ameaça para a aviação civil. A oposição já aprovava a derrubada de aviões militares sírios utilizando este tipo de armas durante o conflito."

A medida é anunciada depois que, no dia 8, os EUA proibiram as companhias aéreas nacionais de sobrevoar o Iraque devido ao aumento do domínio do Estado Islâmico. Síria e Iraque estão no caminho entre a Europa e o Oriente Médio ou a Ásia.

Armas químicas

Também na segunda (19), o governo americano anunciou o fim da destruição das armas químicas sírias que estavam a bordo do navio Cape Ray, responsável desde julho por eliminar o arsenal do regime de Bashar al-Assad.

Os Estados Unidos conseguiram neutralizar em 41 dias, bem menos do que o previsto, cerca de 600 toneladas de gás sarin e outras 20 de gás mostarda cujos resíduos agora serão destruídos em instalações terrestres na Alemanha e na Finlândia.

A ação foi completada três dias antes do dia em que completa um ano do ataque químico à periferia de Damasco que deixou milhares de mortos. Para os países ocidentais, o bombardeio foi feito pelo regime sírio.

O ataque fez com que o presidente Barack Obama ameaçasse uma intervenção militar na Síria. Em setembro, porém, um acordo da Síria com a Rússia que foi aceito pelo Ocidente permitiu o início da destruição das armas químicas.

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