Governo deve adiar, de novo, imposto

Nova tributação entraria em vigor no dia 1º de setembro

iG Minas Gerais |

Brasília. O governo deve adiar, mais uma vez, o aumento da carga tributária sobre o setor de bebidas frias – cerveja, água, isotônicos e refrigerantes –, que está previsto para o dia 1° de setembro. Segundo a Agência Estado, estudos técnicos da Receita Federal já estão concluídos e apontam para um reajuste médio de 15% no imposto sobre o setor, mas fontes da equipe econômica avaliam que a tendência é haver um novo adiamento para evitar pressões adicionais sobre os índices de inflação, além de um desgaste político às vésperas de eleição presidencial sem um efeito relevante na arrecadação federal.

Nas contas do governo, a mudança de alíquotas significaria um aumento nas receitas entre R$ 350 milhões e R$ 400 milhões até o fim de 2014, valores considerados baixos para “salvar” a meta de economia para o pagamento de juros da dívida pública – o chamado superávit primário.

Dirigentes do setor devem ser convocados para uma reunião no Ministério da Fazenda nos próximos dias para discutir as mudanças. A elevação da carga tributária estava prevista inicialmente para o último dia 1º de junho, mas foi adiado por 90 dias para evitar aumento nos preços de cervejas e refrigerantes durante a Copa do Mundo.

No fim de julho, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, havia dito que o setor “se comportou bem” ao não reajustar esses preços na Copa, como combinado com o governo. Mas avisou que acompanhava os resultados de empresas do setor e seus balanços mais positivos. O governo tinha sinalizado que faria a correção na tributação de forma escalonada, possivelmente em três vezes e uma parcela do reajuste ocorreria neste ano.

Abrasel

Repasse. A Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) reforça que a elevação do imposto em setembro implicaria certamente em um repasse imediato para o consumidor no país.

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