Vítima tem somente 17 anos

Uma comerciante da cidade também disse que o “batidão bolado”, com vodca, suco e uma substância desconhecida, é famoso na cidade

iG Minas Gerais | Luciene Câmara |

O caso de estupro em república investigado na delegacia de Ouro Preto tem como vítima uma adolescente de 17 anos. A informação foi dada nesta segunda pelo investigador da Polícia Civil Geraldo Magela de Freitas, que não forneceu mais detalhes sobre a denúncia e disse apenas que a apuração está em andamento.  

Em entrevista a O TEMPO na semana passada, o delegado regional de Ouro Preto, Marcus Vinícius Soares, disse que só um caso de estupro em repúblicas foi registrado nos últimos dois anos. A falta de denúncia, segundo ele, impede a investigação sobre as suspeitas de abuso. A cidade não conta com uma delegacia especializada de atendimento à mulher, mas a Polícia Civil informou que pretende designar uma unidade para o município.

Repercussão. Em Ouro Preto, é fácil encontrar um morador que já tenha ouvido relatos de algum caso de estupro ou de abuso sexual de mulheres em festas nas repúblicas. Na última sexta-feira, a reportagem esteve na cidade e encontrou moradores preocupados com os relatos publicados pelo jornal.

“Aqui todo mundo sabe que isso acontece. Há muita bebedeira nessas festas”, comentou, sob anonimato, um morador de 55 anos do bairro Bauxita, que é rodeado de repúblicas e sedia a Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop).

Uma comerciante da cidade também disse que o “batidão bolado”, com vodca, suco e uma substância desconhecida, é famoso na cidade. “Dizem que eles colocam um medicamento na bebida que causa alucinações quando é misturado ao álcool”, relatou a mulher. “Em festas nas repúblicas masculinas, homem não entra, só mulher”, contou a comerciante, que pediu para ter o nome preservado. 

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