Pimentel minimiza processos e diz que MP comete equívocos

Em entrevista ao MGTV, candidato do PT diz que ações a que responde estão em estágio inicial

iG Minas Gerais | Da Redação |

Fernando Pimentel em reunião com representantes do Sindipneus, em 5/8/2014
PT/Divulgacao
Fernando Pimentel em reunião com representantes do Sindipneus, em 5/8/2014
O candidato do PT ao governo de Minas, Fernando Pimentel, minimizou os processos a que responde, ainda da época em que era prefeito de Belo Horizonte, e afirmou que o Ministério Público às vezes comete equívocos. A declaração foi dada em entrevista ao "MGTV", da "TV Globo", na noite desta segunda-feira. Questionado se não acredita que os processos possam afetar sua campanha e a visão que o eleitor possa ter, Pimentel disse que as ações ainda estão em fase inicial. "Não são tantos processos assim. O do 'Olho Vivo' eu nem sou réu, a denúncia não foi aceita, e acredito que não será. Mas sua pergunta é importante para esclarecer algumas coisas.Todo homem público está sujeito a ser julgado. Resta saber se serão condenados. Eu não serei. Todos esses processos estão em estágios muito iniciais, estão em fase inicial e acredito que seremos inocentados", disse Pimentel, antes de se defender em cada um deles. "Não pesa nada sobre a minha conduta. No caso do 'Olho Vivo' são câmeras em um convênio. O que esta sendo julgado é se foi comprado por licitação ou não, mas foi a Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL) que comprou. O das armas, as armas foram compradas e a autorização para uso já foi dada. No caso das cinco mil casas, elas existem, foram feitas.Estamos questionando a perícia do Ministério Público.O MP está sujeito a equívocos. Todos esses atos foram praticados pelo bem de Belo Horizonte", afirmou. Pimentel foi questionado sobre o fato de, mesmo nos tempos em que era prefeito, não ter conseguido recursos para ampliação do metrô. Perguntado por qual motivo agora conseguiria o dinheiro, voltou a culpar o governo do Estado, como vem fazendo desde o início da campanha. "Eu vou conseguir o dinheiro por um simples fato. Eles já existem. Tanto a obra do metrô como a do anel dependem do governo do Estado, não do governo federal. O dinheiro existe e o que falta é projeto. O governo de Minas não apresentou projeto compatível do metrô e o anel rodoviário, que a obra foi passada para o governo (Antonio) Anastasia, com os recursos, e o governo estadual sequer conseguiu fazer a licitação do projeto dessa obra. Há uma inépcia administrativa em relação ao metrô e ao anel rodoviário", criticou. O candidato do PT ao governo de Minas ainda falou sobre saúde, prometeu criar centros de especialidades médicas em cada região, para deixar a saúde mais próxima do cidadão, e disse que quer "um modelo aberto, participativo, com um olhar carinhoso sobre a vida dos mineiros".  

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