Obama diz que não há desculpa para violência policial em Ferguson

O jovem de 19 anos, Michael Brown, que estava desarmado, foi baleado e morto em abordagem policial no dia 9 de agosto, no estado do Missouri

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, criticou nesta segunda-feira (18) o uso excessivo da força policial em Ferguson, no estado do Missouri, onde manifestantes protestam contra a morte do jovem negro Michael Brown, de 18 anos.

Brown, que estava desarmado, foi baleado e morto em abordagem policial no dia 9 de agosto. O agente responsável pela ação, Darren Wilson, foi afastado. Desde a morte, houve noites de protestos violentos, com saques e confrontos com a polícia.

A violência do conflito entre as tropas e os manifestantes fez com que o governador de Missouri, Jay Nixon, decretasse toque de recolher no sábado (16) e convocasse a Guarda Nacional no domingo (17) para tentar estabilizar a situação.

Em pronunciamento, Obama disse que não há desculpas para o uso excessivo da força policial, mas também criticou o grupo de manifestantes, a quem chamou de minoria, que atacou o centro de operações de segurança da cidade no domingo.

"Claramente a maioria dos manifestantes de Ferguson é pacífica, mas atacar a polícia debilita a Justiça. A comunidade de Ferguson está ferida com razão, mas peço que tentem amenizar essa dor em vez de continuarem a se ferir".

O presidente confirmou que enviará o secretário de Justiça, Eric Holder, na próxima quarta-feira (20) para acompanhar as investigações sobre a morte e que precisa ser cauteloso sobre o crime.

Suspensão

Mais cedo, o governador do Estado do Missouri, Jay Nixon, levantou o toque de recolher de Ferguson. Em comunicado, Nixon disse que a Guarda Nacional protegerá o centro de operações das forças de segurança.

O local foi atingido na noite de domingo por coquetéis molotov e pedras e foi saqueado por manifestantes, em uma ação considerada premeditada pelas autoridades.

"Com esses recursos adicionais, vamos continuar a responder aos incidentes de ilegalidade e violência e proteger os direitos humanos de todos os cidadãos pacíficos de que suas vozes sejam ouvidas", disse o governador.

Mais cedo, o legista Michael M. Baden afirmou que Brown foi baleado pelo menos seis vezes, duas vezes na cabeça e quatro no braço. Ele foi o responsável por fazer uma autópsia independente a pedido da família.

No documento, Baden concluiu que os tiros no braço atingiram Brown pela frente e os dois na cabeça foram os últimos -um no topo do crânio. Das seis balas, somente três foram retiradas do corpo.

Os agentes policiais de Ferguson ainda não divulgaram os detalhes sobre a autopsia conduzida por eles. Agentes do FBI também analisarão o corpo de Michael Brown.

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