Renunciaria, se sentisse que não pudesse seguir adiante, diz papa

A declaração foi dada pelo pontífice argentino na coletiva de imprensa dada durante o voo de volta a Roma, após a passagem de Francisco por Seul

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

Padres nomeados vão atuar na Diocese de Marília, em São Paulo e na Arquidiocese de Brasília
ANDREW MEDICHINI/AP - ARQUIVO
Padres nomeados vão atuar na Diocese de Marília, em São Paulo e na Arquidiocese de Brasília

O papa Francisco afirmou, nesta segunda (18), a jornalistas que renunciaria ao pontificado, caso "sentisse se não pudesse seguir adiante".

A declaração foi dada na coletiva de imprensa dada durante o voo de volta a Roma, após a passagem de Francisco por Seul. Ele havia sido questionado sobre sua relação com seu antecessor e papa emérito, Bento 16.

"Penso que o papa emérito não seja uma exceção", disse Francisco. "Penso que o papa emérito seja uma instituição, porque a nossa vida se alonga e a uma certa idade não há a capacidade de governar bem, o corpo se cansa."

"E se sentisse que não poderia seguir adiante? Faria o mesmo", completou. O papa Francisco manifestou nesta segunda-feira desejo de visitar o Iraque e a China. "Me perguntam se desejo ir à China, claro que sim. Amanhã mesmo. A Igreja só pede liberdade para fazer seu ofício, nenhuma outra condição", declarou durante uma coletiva de imprensa concedida no voo de retorno a Roma de sua viagem de cinco dias à Coreia do Sul.

O pontífice argentino contou que estava na cabine do piloto quando seu avião sobrevoou a China, com a autorização inédita do governo comunista. "De volta à minha poltrona, rezei muito pelo belo e nobre povo da China, um povo sábio", disse.

Francisco pediu que países asiáticos, como China e Vietnã, aceitem um diálogo respeitoso entre culturas e estabeleçam relações diplomáticas plenas com o Vaticano.

Em relação ao Iraque, Francisco também se disse disposto a viajar ao norte desse país, assolado por uma ofensiva de combatentes jihadistas. O pontífice declarou que sua visita teria como objetivo levar alívio aos refugiados cristãos e a outras minorias.

Nesta segunda-feira (19), o papa pediu que os países-membros da ONU tomem uma decisão coletiva com o objetivo de impedir a "agressão injusta" sofrida pelas minorias no país.

Leia tudo sobre: Clique para inserir palavras chave