Jogadora mineira conquista Mundial Universitário de handebol

Carolina Fajardo, que defende as cores do Itapevi-SP, espera alcançar degraus mais altos na carreira após colocar título internacional no currículo

iG Minas Gerais | DANIEL OTTONI |

Seleção brasileira deixou de vencer apenas na estreia do Mundial
NUNO GONÇALVES - DIVULGAÇÃO
Seleção brasileira deixou de vencer apenas na estreia do Mundial

O handebol feminino do Brasil vive mesmo uma boa fase. Depois do título mundial entre seleções adultas, conquistado no final do ano passado, agora foi a vez das meninas irem bem no Mundial Universitário, que foi disputado em Portugal. No último dia 11, as brasileiras venceram as russas na final (24 a 17) e viram o nome do país no lugar mais alto do pódio.

Uma das personagens desta conquista foi a mineira, natural de Belo Horizonte, Carolina Fajardo, de 24 anos. A atleta, que defende as cores do Itapevi-SP, não esconde que a conquista anterior à da sua equipe contou para que as adversárias tivessem um respeito ainda maior pelo Brasil.

"Ano passado, o handebol brasileiro foi campeão mundial pela primeira vez na história e todos os olhos estavam voltados para a gente. O Brasil passou de um país qualquer no esporte para uma potência. É incrível a sensação de jogar contra europeus e asiáticos e eles nos respeitarem”, comemora a jogadora, que destacou a preparação feita ainda em território brasileiro.

“O Mundial foi a melhor experiência que o handebol já me proporcionou. O grupo estava bem unido e focado desde os treinamentos em São Bernardo do Campo. Sabíamos que esse ano tínhamos que fazer bonito", coloca.

Depois de um empate contra a Espanha na estreia, foi somente na final que o Brasil conseguiu vencer com uma maior diferença de gols, mostrando as dificuldades que o time teve no decorrer da competição. As lembranças de cada jogo ainda estão frescas na memória da jogadora, que garante que não vai esquecer a experiência tão cedo.

“Os jogos foram bem difíceis. Só ganhamos da Rússia na final com placar dilatado. As demais partidas foram decididas nos últimos segundos, sempre bem sofrido. Mas quanto mais difícil a conquista, melhor a sensação. Emoção indescritível ser campeã do mundo. Vou contar desse campeonato para meus filhos e netos”, declara.

Projeção. Com o título de campeã mundial no currículo, Carolina já pensa em novos patamares na sua carreira esportiva, que começa a lhe mostrar que todo o esforço pode ser recompensado.

“Quero evoluir e alçar voos mais altos no esporte. Quem sabe ir jogar em algum time da Europa. Ano que vem teremos as Olimpíadas Universitárias na Coreia do Sul e quero estar no grupo que vai disputar essa competição. Em 2016, tem o próximo Mundial Universitário, na Espanha, onde defenderemos nosso título”, revela.

Em 2010, Carolina disputou uma competição com a seleção principal no Brasil. A vontade de voltar a fazer parte da equipe adulta é um foco constante.

“Qual atleta não sonha disputar uma Olimpíada? Continuo meus treinamentos e buscando evoluir cada vez mais. Se a oportunidade surgir na seleção principal, será muito gratificante”, garante.