Senador diz que Albuquerque é o 'mais provável' para vice de Marina

Partido defende que o vice seja alguém "orgânico" do partido, com experiência e tempo de sigla, além de ter proximidade com Campos e com a ambientalista

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |


Beto Albuquerque já pediu ajuda do ministro da Defesa, Celso Amorim
Beto Albuquerque já pediu ajuda do ministro da Defesa, Celso Amorim

Líder do PSB, o senador Rodrigo Rollemberg (DF) disse nesta segunda-feira (18) que o deputado Beto Albuquerque (PSB-RS) é o nome "mais provável" para ser anunciado candidato a vice-presidente na chapa de Marina Silva (PSB) à Presidência. Segundo Rollemberg, Albuquerque reúne "todas as características" exigidas pela sigla para formar a chapa com Marina.

O PSB defende que o vice seja alguém "orgânico" do partido, com experiência e tempo de sigla, além de ter proximidade com Campos e com Marina. Essas características excluiriam o ex-deputado Maurício Rands (PSB-PE), que mantém forte ligação com a família de Campos, mas se filiou ao PSB depois de um longo histórico no PT.

Além disso, o PSB considera que Beto Albuquerque foi para o "sacrifício" ao lançar seu nome ao Senado no Rio Grande do Sul. Seria uma forma de compensá-lo, já que ele está com chances remotas de se eleger no Estado. "Ele tinha uma eleição tranquila para deputado, mas abriu mão para se colocar ao Senado em nome do projeto do Eduardo", disse Rollemberg.

O partido ainda não excluiu a possibilidade de Renata Campos, viúva de Eduardo, entrar na disputa como vice de Marina. Mas ela sinalizou a integrantes do PSB que não pretende lançar seu nome diante do desafio de criar os cinco filhos com o ex-governador de Pernambuco, morto semana passada em um acidente aéreo.

O mais novo dos filhos, o bebê Miguel, de sete meses, tem Síndrome de Down.

"Certamente, a Renata será ouvida porque ela tem um papel muito importante nesse processo. A opinião dela é de muita importância. Tem que ser alguém que acredita nesse projeto do Eduardo desde o início", afirmou Rollemberg.

O líder disse que não há resistências no PSB com a escolha de candidatura de Marina, mesmo com a possibilidade real dela deixar a sigla quando conseguir criar a Rede de Sustentabilidade, partido idealizado pela ex-senadora.

"Não podemos cobrar da Marina o que não foi compromisso. Ela veio ao PSB como Rede. Tivemos essa tragédia toda e ela é a substituta natural. O partido tem que construir essa unidade", afirmou o líder.

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