Moradores voltam a protestar em frente ao TJMG, no Centro de BH

Cerca de 150 moradores e apoiadores das ocupações estão sentados em frente ao prédio do Palácio da Justiça, na Afonso Pena

iG Minas Gerais | JOSÉ VÍTOR CAMILO |

CIDADES. BELO HORIZONTE, MG.

Bispo Wilson Angott abencoa ocupacoes da area Mata do Isidora, tambem conhecida como Granja Werneck

FOTO: LINCON ZARBIETTI / O TEMPO / 16.08.2014
Lincon Zarbietti / O Tempo
CIDADES. BELO HORIZONTE, MG. Bispo Wilson Angott abencoa ocupacoes da area Mata do Isidora, tambem conhecida como Granja Werneck FOTO: LINCON ZARBIETTI / O TEMPO / 16.08.2014

Cerca de 150 Moradores das ocupações da mata do Isidoro, na área conhecida como Granja Werneck, na região Norte de Belo Horizonte, protestam na tarde desta segunda-feira (18) em frente ao Palácio da Justiça, na avenida Afonso Pena, no Centro de Belo Horizonte.

Os manifestantes estão sentados na escadaria do prédio e não prejudicam o trânsito. "Ou param os despejos, ou vamos parar o Brasil", gritam os moradores das ocupações que há semanas vivem na iminência de um despejo. Conforme o movimento Brigadas Populares, o ato é contra a insensibilidade do Tribunal de Justiça de Minas Gerais "que ignora a dignidade da pessoa humana, o direito à moradia e à vida de milhares de crianças quando reafirma por seguidas decisões judiciais a remoção forçada do Isidoro", afirma o convite para o protesto divulgado nas redes sociais.

Na última terça-feira (12), a Vara da Infância e da Juventude suspendeu a ação de despejo acatando ao pedido da da promotoria da Infância e Juventude. A liminar afirmava que crianças, adolescentes e seus pais não poderiam ser retirados de suas casas sem que a prefeitura apresentasse um plano de alocação escolar para eles. Entretanto, no dia seguinte a desembargadora Selma Marques invalidou a liminar e autorizou mais uma vez a reintegração de posse.

Desde então os moradores vivem a incerteza com relação ao local em que vivem. "Viemos protestar para pressionar por causa da liminar que autoriza o despejo. Estamos com medo, tenho uma criança de sete meses e lá tem muita criança muita gestante. O Márcio Lacerda tinha que garantir a moradia para todos eles, para pelo menos sairmos tranquilos", defendeu a moradora Talita Carmona, de 18 anos, que está desempregada.

Lucas da Rocha Oliveira, de 24 anos, trabalha como porteiro, mas disse que muitos moradores das ocupações estão sem emprego. "Não tem nada, nem mesmo tem para onde ir. Se despejar eles vão pegar o que tem e acampar na sede da Cidade Administrativa", afirmou.